Filtros
  • Dicionário de Imprecisões, de Ana Elisa Ribeiro
    R$60.00
    [FRETE INCLUSO] Segunda edição revista e ampliada. O que diz um dicionário sobre as coisas do mundo, sobre tudo e sobre o indescritível? A resposta a esse tipo de questão pode muito bem estar em um livro de poemas, que não tem, a rigor, o compromisso de definir ou descrever com precisão. E quem disse que os dicionários alcançam esse intento, afinal? Dicionário de Imprecisões é o oitavo livro solo de poesia de Ana Elisa Ribeiro, autora também de Álbum (Relicário, 2018, Prêmio Manaus), Xadrez (Scriptum, 2015) e Anzol de pescar infernos (Patuá, 2013, semifinalista Portugal Telecom). Provocada por situações reais de consulta a dicionários, a autora compôs um imprevisível e impreciso volume, com palavras aleatórias, das mais substantivas às mais abstratas, como saudade ou pelo, por onde passeia sem cerimônia, hibridizando gêneros discursivos, confundindo e ironizando significados possíveis e as classes de palavras, sem deixar de tocar em temas micropolíticos e sociais. Este Dicionário, que certamente confundiria também livreiros mais distraídos, é editado pela Impressões de Minas, dentro do selo Leme, com o apuro gráfico-visual que somente um livro semiartesanal poderia apresentar. A segunda edição do livro, com tiragem numerada, ganhou novos papéis na capa e no miolo, e a cor azul foi substituída pelo roxo. Além disso, dois novos poemas entraram na lista dos verbetes. O design gráfico é de Elza Silveira e as ilustrações, em nankin, são de Wallison Gontijo. Sem paratextos convencionais, este Dicionário se apoia na solitude dos livros para serem consultados, sem serem totalmente lidos, se for o caso.  
  • Urubu, de Emilia Mendes
    R$60.00
    [FRETE INCLUSO] Composta por duas partes que trazem textos poéticos e fotopoemas, o livro “Urubu” da poeta Emilia Mendes, trava uma reflexão sobre aquilo que elegemos socialmente como aceitável ou pária para alguns. A figura do urubu torna-se uma metáfora de um tempo de entendimento às avessas que temos vivenciado.
  • Uma varanda no meio do rio, de Thiago Thiago de Mello
    R$60.00
    [FRETE INCLUSO] Poesia que inventa uma memória, Uma varanda no meio do rio, primeiro livro de Thiago Thiago de Mello (Editora Impressões de Minas, 2023) apresenta textos, poemas e letras de música do autor reunidos a cartas, e-mails, bilhetes e fotos de seus antepassados. Fruto de um trabalho de pesquisa pessoal e amoroso, o livro – com fotos inéditas de Andreas Valentim e Valdir Cruz – traz esses fragmentos da memória e os intercala com a produção poética de Thiago. Cantador, professor e compositor carioca, Thiago Thiago de Mello foi criado na Amazônia e até hoje faz uma ponte entre o Rio de Janeiro e o rio Andirá, que banha Barreirinha, cidade no Amazonas onde nasceu o poeta Thiago de Mello (1926-2022), seu pai. A esses Thiagos se somam muitos outros: primos, irmãos, tio, avô, bisavô… Essa profusão de Thiagos atravessa o livro, que revela os elementos que compõem a espinha dorsal daquilo que canta o autor. Aliás, o limite entre o poema e a letra de música é explorado até que não mais percebamos suas diferenças e singularidades, como se o essencial não fosse aquilo que os separa mas, pelo contrário, o que os aproxima e os amalgama. Em um trabalho cuidadoso e delicado de edição e diagramação, o projeto gráfico ressalta a qualidade poética e histórica das fotos, protagonistas dessa longa história amazônica que Thiago percorre com sentimento e rigor, acompanhando os passos de sua família desde meados do século XIX até os dias de hoje. As incríveis fotografias em preto e branco, de Andreas Valentim e Valdir Cruz – feitas no Andirá em 1982 (por Andreas) e 2017/18 (por Valdir) – enfatizam o tom memorialista do livro, que faz uma espécie de viagem embarcada pelo passado do autor, o levando até a Casa da Poesia, último refúgio de seu pai. Hoje cuidador dessa casa, lugar de afeto e redenção, Thiago parece ser a própria canoa, fazendo uma travessia por todas as águas que levam até a varanda, de cujo parapeito podem ser observados os movimentos dos rios, dos animais e da gente ribeirinha. O universo da gente que vive na beira dos rios amazônicos permeia os textos e as fotos, que chegam a exalar o perfume doce das acapuranas e do cupuaçu. Com 15 anos de carreira fonográfica, 5 discos lançados (em projetos coletivos e solo), o cantador Thiago revela, em seu primeiro livro, os caminhos de suas criações, trazendo à público a intimidade de seus sentimentos e relações familiares. Expressando trégua com o já vivido, percebe-se saudade, mas não melancolia. Por isso, Uma varanda no meio do rio é contemporâneo, com destaque para as muitas parcerias musicais presentes no livro – letras feitas por Thiago para melodias de Nilson Chaves, Allan Carvalho, Ilessi, Diogo Sili, Renato Frazão, Pedro Ivo Frota, Marcelo Fedrá, Claudia Castelo Branco, Demarca, Pou. A memória é matéria, assim como nos dois álbuns amazônicos já lançados por Thiago: Amazonia underground (Blacksalt Records, 2017) e Amazônia Subterrânea (2020). É emocionante acompanhar a relação de Thiago com sua família. Herdeiro desses legados poéticos, o autor nos revela parte do mapa sentimental e afetivo percorrido por suas criações: cartas, bilhetes, dedicatórias de livros, fotografias, histórias, poemas. Escrito e organizado durante o período da pandemia, a finalização do livro se deu após a morte de seu pai, no início de 2022. Desse modo, marca-se um ciclo na vida e na produção poética de Thiago, como se o livro fosse o relato de uma viagem – viagem incessante entre os rios que banham sua vida e alimentam sua alma. Que essa canoa amazônica siga singrando as águas!
  • Estupidez, de Andityas Matos
    R$60.00
    [FRETE INCLUSO] Estupidez é o quarto e último livro de poesia da série Descantos d’escárnio e maldizer escritos por Andityas Matos entre 2019 e 2022. Nele, o autor se afasta das literatices e das escolinhas de Letras e se concentra na “coisidade” da palavra para nela encontrar um humor e um nonsense que não se confundem com a suposta “realidade”, mas a problematizam, tornando-a sujeita à dúvida, à crítica, ao riso corrosivo. Para além dessa camada crítico-política, trata-se de uma obra dedicada à memória em que o autor revisita Barbacena e suas loucuras, reencontra a pintura hierática e neobizantina de Paulo Matos, seu pai morto, confessa seu amor pelos gatos, relê em chave contemporânea a Odisseia de Homero, entre outras estupidezes menores, pessoais e inofensivas que contrastam com as estupidezes maiores e mortíferas dos poderes constituídos.
  • Poema do fim do mundo, de Dante Christófaro
    R$60.00
    [FRETE INCLUSO] "Poema do fim do mundo", de Dante Christófaro, apresenta um diálogo com outras obras de linguagens muito diferentes: faz uma conexão entre literatura, cinema e videogame, pulando do livro "Um Teste de Resistores" até o RPG "Disco Elysium", passando pelo filme "Marte Um". Em "Poema do fim do mundo" há uma relação com a produção de jogos digitais e ficção interativa, um dos interesses e áreas de atuação do autor. O projeto também inclui uma versão digital interativa do poema, que quebra a ordem cronológica apresentada no livro e cria uma nova experiência com a obra, permitindo milhares de formas de leitura diferentes. O texto foi elaborado dentro do espaço do Estratégias Narrativas, nas oficinas livres e no Ateliê de Escrita, assim como na pós-graduação em Escrita Criativa da PUC Minas. O processo de preparação foi uma experiência coletiva, mediada pela Laura Cohen, mas dividida por grupos diferentes de pessoas, entre todas as turmas que tiveram contato com o texto. "Foi um processo de edição que conversa bastante com um dos temas abordados no livro, a construção coletiva. A escrita não precisa ser solitária, e ganha muita força quando o processo é compartilhado com outras pessoas que escrevem junto". O projeto gráfico do livro é do Preto Matheus.
  • Matéria sutil, de Rafael Fares
    R$60.00
    [FRETE INCLUSO] Escrito durante a pandemia e orbitado por uma poética da solitude em meio ao caos coletivo, a alegria e o desejo de vida não deixaram de ser evocados como sentimentos fundamentais à sobrevivência. Em “Matéria Sutil”, além de impressões constantes sobre a morte, o simples e ordinário foram condutores da poesia que acontecia dentro de um apartamento, na cidade de Belo Horizonte. Como o próprio autor define: “Um livro em preto e branco, íntimo, de quem observou a morte de frente nestes anos e reaprendeu o valor da vida”. Em “Matéria Sutil”, além de impressões constantes sobre a morte, o simples e ordinário foram condutores da poesia que acontecia dentro de um apartamento, na cidade de Belo Horizonte: “Reli e reescutei diversos livros e discos. Voltei pra mim como em um quadro preto e branco da memória. E ao ver o belo trabalho da Luiza Camisassa (ilustradora) com as linhas e as palavras, entendi que aquele seria um caminho estético para o livro. Juntamente com o trabalho de edição da Impressões de Minas, especialmente o olhar gráfico da Elza Silveira, fizemos esta edição que, entendo, caiu como uma luva para os poemas que foram compostos neste período pandêmico”. Para Thiago Thiago de Mello, que assina a orelha do livro: “Avesso aos consumismos banais da sociedade do espetáculo, o autor sabe que a verdadeira riqueza é a amizade: ela traz festa, nos dá abrigo e canção. Por isso, não rejeitar a vida ou simplesmente aceitá-la. Há que vivê-la, celebrá-la sem pudores, fora da perspectiva da lei e das promessas de um paraíso além”.
  • Enquanto agonizo e pinto o asfalto de vermelho, de Jaflety Pedro
    R$60.00
    [FRETE INCLUSO] "Dizer que os poemas deste livro carregam uma dicção muito própria é correr o risco de precipitar-se rumo a mais um genérico e vazio jargão da crítica. Apesar disso, o risco é válido, porque “dicção” não é uma palavra que soe gratuita à poesia que Jaflety Pedro apresenta ao leitor neste volume, se notarmos que até mesmo uma leitura despretensiosa mostra uma obsessão do poeta pelo ato e pelo modo de dizer – verbo que partilha com “dicção” raiz etimológica. Os poemas parecem ter sido escritos para serem lidos em voz alta, ainda que a sonoridade deles não se entregue por figuras sonoras facilmente identificáveis, como aliterações e assonâncias. Trata-se da cadência e da maneira direta de lançar o verso e a imagem poética, num esforço sutil de colocar, paulatinamente, as palavras não só nos ouvidos, mas também na boca do leitor. Alguns poemas têm títulos que repetem versos (procedimento, aliás, que ocorre com o nome do livro), outros parecem ter estribilho, no vai e vem insinuante das palavras. Com isso, para além da crítica social e da problematização existencial dos indivíduos, revestidas muitas vezes de metalinguagem e ironia, Jaflety Pedro imprime a sua poética um tom particularmente persuasivo, não porque queira convencer o leitor de algo, mas sim porque consegue, de forma habilidosa, nele permanecer." (Texto de César de Oliveira, Poeta e mestre em Estudos Literários)
  • Gineceu, de Nathalia Campos
    R$60.00
    [FRETE INCLUSO] Nesta coletânea de oito contos, Nathalia Campos convida a uma viagem pelo introvertido universo feminino, em lares disfuncionais, desencontros amorosos, maternidades imperfeitas, ideais humanos desfeitos, mesclando o cômico, o surreal e o perturbador. Segundo Ana Elisa Ribeiro, que assina a orelha do livro, “Um dos oito contos deste conjunto dá título ao livro de Nathalia Campos. Não por acaso, “Gineceu” é um dos textos de maior tensão, inclusive sexual, entre as narrativas aqui reunidas. Embora o gênero literário coincida — contos —, as formas como eles são compostos variam, alternando longos parágrafos cheios de causticidade com diálogos surpreendentes, que fazem progredir narrativas cujos ambientes, geralmente urbanos, não se sobrepõem às microloucuras das pessoas que aí transitam. Um tema que pulsa neste Gineceu são os encontros, por menos óbvios que sejam. E neles estão pressupostos os desencontros, coincidências tardias ou indesejáveis, o mal-estar da indiferença, assim como nossas coleções de decepções. Uma sauna bastante frequentada, a emulação da fala de um gringo, relações familiares, relações amorosas, passados e presentes, um vestido com uma imensa flor, imagens que ficam na memória, entre outras, depois da experiência inquietante de conviver, via leitura, com estas personagens. Nathalia Campos, narradora e boa ilusionista, parece não ter dúvida de que nada pode ser entregue de mão beijada. A tensão e a dúvida talvez sejam seus maiores trunfos, assim como algumas viradas que podem nos deixar suspensos ou perplexos. Gineceu é de se ler com dedicação e sem a menor cautela.”
  • sem termo, de Ronald Polito
    R$60.00
    [FRETE INCLUSO] "Ler os poemas de sem termo (Impressões de Minas, 2024), último livro de Ronald Polito a ser lançado no início deste primeiro semestre de 2025, leva-nos a refletir sobre a matéria e a forma de sua poesia, ou sobre quais são os elementos de força de um poeta que transita entre as artes poéticas e visuais, e que espreme as palavras, reduzindo-as ao seu mínimo. Isso está presente ao longo de sua produção poética, como em  tipografia alfabeta, parceria  com Mário Alex Rosa (Tipografia do Zé, 2023), em que o poema nos comunica sensorial e simultaneamente a dimensão gráfica e verbal da palavra, logo convertida em objeto. Há algo similar desta dimensão objetal em sem termo materializada pelas mãos do designer Mário Vinícius, que assina o projeto gráfico e faz a parceria com Ronald Polito – exímio poeta da visualidade. No livro muito bem editado, com excelente acabamento gráfico e visual, como têm sido as edições da impecável Impressões de Minas, a escolha da fonte Stencil Creek nos títulos das seções e do livro permitiu uma exploração lúdica das palavras, compondo espirais com segmentos desmembrados da fonte em desenhos que tanto evocam uma escrita pré-alfabética – dado que as letras passam a revelar mais sua força icônica que signíca, de acordo com o viés peirceano – quanto fazem uma referência à poesia visual espiralada, a exemplo de “a rosa doente”, de William Blake, traduzida por Augusto de Campos, ou do exemplo iterativo de “a rose is a rose is a rose...”, de Gertrude Stein. Começando pelo título “sem termo”, impresso parte em relevo, parte impressão lisa, as espirais começam a avançar pelas páginas, ora imprimindo-se parte de um segmento, ora parte de outra fração da fonte, desdobrando as palavras títulos. Isso  cria um processo de visualidade que espicaça a curiosidade do leitor e faz pensar mais na camada visual que acústica dos poemas. Sua forma, sua densidade, e consequentemente em sua matéria. Assim, os poemas de sem termo são mínimos, geralmente de 4 a 6 versos, variando de um a cinco sílabas poéticas e, embora os lembrem pela concisão, não são haicais. Os títulos de poemas e livro se inscrevem em minúsculas, o que em si indica um tom menor, um certo rebaixamento da poesia, dado que dela não se anunciará uma saída: “escutar/ atento/ o teu/ não chamado” (p. 56). Mas essa linha negativa se escreve já em livros anteriores de Ronald Polito, como terminal (7Letras, 2006), no qual o poeta parece dialogar com o conceito benjaminiano de “experiência”, por exemplo, no poema “ascese”, em que se questiona a experiência, vista talvez como impossibilidade de acesso seguro ao conhecimento." (Texto de Rogério Barbosa da Silva)
  • Voltei para buscar meus olhos, de Sabrina Dalbelo
    R$60.00
    [FRETE INCLUSO] Voltei para buscar meus olhos, livro de poemas de Sabrina Dalbelo, é um livro que nasceu há mais tempo do que foi escrito. A partir de suas observações sobre o mundo, coisas e pessoas, a autora traduz em seus poemas aquilo que viu e sentiu durante sua trajetória de vida, trazendo esse olhar para os temas presentes no livro. Os poemas de Voltei para buscar meus olhos foram escritos em um período de cinco a seis anos e foram muito trabalhados até que compusessem o organismo único e orgânico que é o livro. Os textos passaram pela leitura de Marcelino Freire, Lilian Sais, Sérgio Tavares e Pedro Gonzaga. A edição do livro acabou sendo marcada por mais um momento da vida da autora. O processo precisou ser interrompido por conta dos transtornos causados pela enchente que aconteceu em Porto Alegre no ano de 2024. “Escrever é dar um beijo no tempo e voltar. Um dia eu ouvi falar. É ir ali na flor do jardim da infância. Plantar o som das plantas. Das larvas. Lagartas nos quintais alheios. E nos recreios futuros. A poeta Sabrina Dalbelo vai fundo por dentro das antigas e novas palavras. Lidas nas linhas deste caderno. Vistas neste belo livro ponte. Horizonte para nossos olhos abertos.” (Texto de Marcelino Freire para a quarta capa do livro) “A poesia de Sabrina Dalbelo é um convite para voltarmos a amar o mundo no mundo, uma sustentação de que as experiências fundamentais (vividas, fabuladas, recuperadas) estão sempre ao alcance de nossos sentidos, se nos deixarmos levar por seus poemas.” (Texto de Pedro Gonzaga para a quarta capa do livro) “Com dicção única e carga expressiva surpreendente, Sabrina faz nascer nestas páginas uma poética que pulsa como um coração na mão, como o refugiado coração de quem procura casa. É um projeto ao mesmo tempo poderoso e delicado, e insisto nesse último adjetivo. São palavras ditas em voz baixa, típicas de quem se devota à minúcia e se dá conta de que é em torno deles que a vida acontece. Basta ter olhos para ver. Basta buscá-los.” (Trecho da orelha do livro, escrita por Mar Becker)
  • Planeta errante, de Amanda Ribeiro
    R$60.00
    [FRETE INCLUSO] “Planeta errante”, o terceiro livro da poeta Amanda Ribeiro, parte de uma notícia de jornal e de conceitos da astronomia para nos fazer refletir sobre algumas relações — das mundanas às galáticas. Um livro-objeto que pode ser lido, contemplado e completado por cada um que entrar nessa viagem pelos espaços-tempos da matéria sutil. Amanda Ribeiro nasceu em Belo Horizonte em 1989. É poeta, videopoeta, professora e pesquisadora. Autora de “Livre é abelha” (Impressões de Minas, 2018) e “Máquina de costurar concreto” (Peirópolis, 2022). Gosta dos astros celestes, de bater perna pela cidade e de curvar espaços-tempos ao seu redor.
  • Algo anti como alvo, de Carlos Augusto Novais
    R$60.00
    [FRETE INCLUSO] Livro de poesias de Carlos Augusto Novais. Natural de João Monlevade/MG, 1958, Carlos Augusto Novais é poeta, editor e professor da Faculdade de Educação da UFMG. Participou, em Belo Horizonte, dos grupos/revistas de poesia Alegria Blues Banda, Aqui Ó, Cemflores Pirata (Edições Cemflores, 1978-1982; 2017), DezXDez (1994-1996), Associação Cultural Pandora (1997-1999). Coorganizador da coleção Poesia Orbital (1997: 62 livros), da Mostra Poética de Belo Horizonte (1994-1996: 10 fascículos), Salto de Tigre: mini-antologia da poesia contemporânea de Belo Horizonte (1994), e da Antologia Dezfaces (2008). Coeditor dos jornais Inferno (1998-1999) e Dezfaces (2006-2011), de poesia e poética experimentais. Livros de poesia: Pragizélia (1980), A de palavra (1989), Alvo. S. m. (1997), Algo (2022), XXV Órbitas (com Mário Alex, 2024). Participação em Antologias: Salto de Tigre (1994); O melhor da Poesia Brasileira – Minas Gerais (2002); Dezfaces (2008); Entrelinhas, entremontes – versos contemporâneos de Belo Horizonte (2020). CD de poesia (em parceria): Cacograma (2001).
  • Cabeça de sol em cima do trem [ remix ], de Thiago E
    R$60.00
    [FRETE INCLUSO] “A poesia de Thiago E é corpo e coisa. Como essa carnação do sol, essa cabeça, aboletada nesse trem (pra que Catende ele vai, assim, tão danado?). Corpo: um corpo animal, insubmisso, molusco e língua viva. Coisa: a traquitana da máquina, essa mesma, a de palavras. Palavras num giro poético, em estado transante, de transe e transação. A língua, quem sabe?, da infância. Thiago E inventa, gira as palavras num caleidoscópio, acessa a língua (de novo ela) desse idioma (poiesis). E conversa com a tradição, há que se dizer. E ri com a tradição, coisa muito importante, aliás, de se fazer na presença dela. O poeta investiga, se lança, assume o risco, faz uma poesia móvel, transparente, inquieta e com vontade de chegar. E chega nas franjas da encosta, o traço, o raio da palavra.” (Texto de Micheliny Verunschk para a orelha do livro)
  • A mosca volta a pousar sobre a ferida aberta após a quarta-feira, de Gabriela Pereira de Freitas
    R$60.00
    [FRETE INCLUSO] “A mosca volta a pousar sobre a ferida aberta após a quarta-feira” é um livro que reúne poesias escritas ao longo de muitos anos. A ideia central do livro surgiu a partir da percepção que o universo do carnaval era um tema importante e frequente em muitos poemas. Não a noção superficial do carnaval, apenas ligada à folia, mas também seu papel histórico, social, cultural, político e estético. O carnaval como resistência e afirmação da vida. A ansiedade para a chegada do carnaval, a euforia e a fantasias vividas durante os dias dos festejos e a frustração em saber que a tudo volta ao normal após a quarta-feira de cinzas deu origem não só ao título, mas também à organização do livro em dias da semana, começando na quinta-feira anterior até a quinta-feira posterior ao carnaval. Os poemas foram selecionados conforme o sentimento que toma conta de cada um dos dias da semana que perpassa o período festivo. Além disso, para cada dia da semana há uma indicação de uma música de Chico Buarque relacionada ao carnaval e que reforça essa sensação, preparando o terreno para os sentimentos que virão a seguir. Os poemas falam de questões existenciais, sobre o desejo, as alegrias e tristezas do amor e da descoberta de si. Há, nos poemas, um processo claro de construção de uma subjetividade feminina que desafia os limites sobre o quanto pode ou tem direito a desejar em uma sociedade, sabemos, infelizmente ainda tão misógina. O leitor e a leitora, portanto, são convidados a também pensar sobre sua própria vida e seus desejos, sobre aquilo que faz pulsar, mesmo em face ao desamparo da existência.
  • EnCerrado, de Nicolas Behr
    R$60.00
    [FRETE INCLUSO] O livro EnCerrado é uma tradução poética de todo o conhecimento acumulado por Nicolas Behr na sua vivência com o nosso rico cerrado. Com uma linguagem clara e direta, que o caracteriza, o poeta alerta contra o fim desse bioma tão estratégico para o Brasil, seja na geração de energia elétrica quanto na produção de alimentos. Nascido em Cuiabá, MT, a capital do agronegócio, o poeta foi criado em uma fazenda no norte do estado, em Diamantino. Nicolas Behr teve, desde a infância, um contato muito próximo com a flora e a fauna da savana com a maior diversidade biológica em todo o mundo. Jovem, mudou-se para Brasília, também no cerrado, no começo dos anos 1970, e na capital começou a  produzir livrinhos mimeografados, fazendo parte da chamada poesia marginal. Logo se engajou no movimento ecológico no início dos anos 1980, fundou ONGs de defesa do meio ambiente e foi trabalhar na Fundação Pró-Natureza. Nesse período tinha como hobby a produção de mudas de espécies nativas do cerrado, passando, no começo dos anos 1990, a sobreviver de um viveiro de mudas, o Pau-Brasília, até hoje em atividade. Com texto de apresentação do jornalista e escritor Carlos Marcelo, fotografias de Truman Macedo e projeto gráfico de Mário Vinícius, o livro EnCerrado traz, entre poemas apocalípticos e versos encantados, uma reflexão sobre o nosso futuro comum: a sobrevivência da espécie humana neste planeta. 
  • deslinha, de Angela Quinto
    R$63.00
    [FRETE INCLUSO] Os poemas das sete seções de deslinha oferecem aos leitores uma visão caleidoscópica dos trabalhos de Angela Quinto de 2017 a 2024. Há um convite, desde a capa do livro ao início de cada seção, para que a passagem seja feita por frestas, cortes nas paisagens, possibilitando rupturas/ aberturas para novos campos/ realidades, no rastro de R. Barthes que diz do trapacear a língua para se arrancar dela o poder colonizador. Neste livro, de orelha única, o poeta e tradutor Diogo Cardoso escreve: “caçadora de línguas, Angela nos conduz a enigmas escritos num português dentro de plurilínguas, palavras cerzidas num acelerador de partículas e que o rescaldo de sentidos se faz dentro de um cadinho mágico. (...) “Tudo o que nos foi dado saber” por sua língua sismográfica se petrifica em nossos sentidos, nos movimentando para a orun-clareira da mais realidade”.
  • Extraquadro, de Ricardo Aleixo
    R$65.00
    [FRETE INCLUSO] Em Extraquadro, Ricardo Aleixo reúne poemas produzidos entre os anos de 2013 a 2020, e sua publicação é resultado da parceria firmada entre o Laboratório Interartes Ricardo Aleixo (o LIRA) e a Impressões de Minas Editora. As pessoas leitoras e amantes da poesia encontrarão, em Extraquadro, a experimentação viva do poeta, em que poemas assumem diferentes composições no livro como uma espécie de partituras. O modo pelo qual Ricardo Aleixo dispõe seus poemas provocará ao leitor não somente o encontro com esses textos, mas, principalmente, o encontro com possibilidades e caminhos para performar cada poema. O projeto gráfico do livro, realizado pelo artista e design Mário Vinícius, potencializa os poemas e as imagens feitas por Aleixo presentes na obra, além de dar um diferente trato às páginas, à capa e à sobrecapa.
  • Pontos perdidos, de Deborah R. Sousa
    R$65.00
    [FRETE INCLUSO] “Ponto partido” é o nome de uma técnica do ponto de cruz na qual são usados pontos em forma de X, prática sobretudo praticada por mulheres, que compõem a cultura popular brasileira. A partir dos múltiplos significados que o nome desse ponto nos permite tecer e de memórias de infância compostas por mãos femininas sempre bordando e criando, surge um romance escrito em fragmentos cujo conteúdo ficcional busca resgatar as memórias de uma neta após o falecimento de sua avó, mulher envolvida com os trabalhos manuais. Pontos perdidos, de Deborah R. Sousa, apresenta uma narrativa que parte da ausência para se construir. Maria Helena, a personagem principal, despeja pensamentos e observações sobre as faltas que percebe ao seu redor ao longo do seu cotidiano. Sua avó, que sofria com uma demência senil, acaba de falecer e deixa para trás um emaranhado de histórias familiares e seu trabalho manual, que são os gatilhos para a história se desenvolver. A partir disso, se inicia uma busca pelos vãos desconhecidos da história de sua avó e de sua própria trajetória no mundo como mulher. O fim de um relacionamento e corpo feminino em perspectiva com a cidade, com o outro, com as fases da vida e do ciclo hormonal são o pano de fundo para um romance não linear que se constrói. Uma narrativa escrita em fragmentos em que acontecimentos e memórias são despejadas para que o leitor teça suas identificações e conheça muitas histórias invisíveis. Nessa jornada de busca e reflexão, a personagem principal descobre aspectos de sua história que foram apagados – como a descendência de uma bisavó pertencente aos povos originários brasileiros, de que nunca tinha ouvido falar e, por conseguinte, de si  própria e da vida que coabita ao seu redor. Essas vivências são colocadas em perspectiva com seu corpo, seus relacionamentos e com a cidade tais como aparecem em seu pensamento, de forma desconexa e cotidiana.  A escrita em fragmentos busca gerar uma descontinuidade fragmentada que, aos poucos, forma sentido, assim como se dá o autoconhecimento e também a realização do trabalho manual. A partir desse conteúdo, revela-se uma cultura brasileira invisível (das avós e bisavós e seus pequenos legados), e também de um estilo e forma criados para traduzirem o quebra-cabeças que significa compreender a vida ao redor.
  • A Tasquinha do Cupim, de Manoella Valladares
    R$65.00
    [FRETE INCLUSO] A Tasquinha do Cupim é a nova publicação da autora Manoella Valadares, finalista Jabuti 2025. Leia as palavras da poeta portuguesa Ana Sofia Elias sobre o título: "Como beber cocktails sem ter um choque anafilático? Como saber se podemos comer papas de aveia depois de ler uma notícia que compromete todas as canções românticas, mesmo aquelas que lhe são oferecidas por quem lhe preparou as papas no dia anterior? Pode a pêra rocha ser um manual de autoajuda? A Tasquinha do Cupim traz perfume Hollywoodesco para uma esquina mui portuguesinha para te esfregar na cara a história da carochinha: salubridade, potabilidade, p%rra nenhuma! O amor é uma desfiguração mas a boca será sempre a boca. E quer roer." Projeto gráfico: Elza Silveira
  • Uma sessão no parque, de Luís Matheus Brito
    R$65.00
    [FRETE INCLUSO] Dividido em prelúdio e três partes, Uma sessão no parque põe em perspectiva o vínculo entre discurso amoroso e espaço geográfico. O vínculo se expressa por meio de títulos que são extraídos de topônimos, como “Avenida São Paulo”, “Cinema Vitória” e “Morro do Urubu”, num primeiro plano. Ao mesmo tempo, ele se expressa por meio de um palco que, na maioria dos textos, remonta a paisagem de lugares do estado de Sergipe, sobretudo de Aracaju, a cidade natal da poeta. A combinação é um modo de inventar trânsitos para sujeito lírico e desejo: “Os deslocamentos em Uma sessão no parque”, diz Luís Matheus, “são de curta e média distâncias. Mas, às vezes, há imobilidade”. De caráter híbrido, o livro reúne poemas e uma pequena narrativa, que, em todo o caso, dá continuidade às operações líricas da autora. O conjunto de cenas de Uma sessão no parque representa acontecimentos ínfimos, combinando experiência e imaginação. Em “Luz natural”, acompanhamos o sujeito lírico numa viagem para um litoral: “Sem túneis ao longo da estrada,/ os efeitos fílmicos de passagem/ do claro para o escuro/ e, aproximando-se do último trecho,/ do escuro para o claro,/ eles não me atingem,/ aí escapo da cegueira provisória”. A codificação é flagrante no trabalho, que preserva a oscilação entre opacidade e transparência de página em página. Isso é uma maneira pela qual os poemas podem adiar o sentido. “Nas composições”, afirma a autora, “sempre há um desvio que impede a formação de quadros completos. Por isso que o inacabamento é inevitável”.