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escrevam-me, de Renato NegrãoR$68.00[FRETE INCLUSO] O novo livro de poemas de Renato Negrão, escrevam-me, surgiu durante o período pandêmico, como resultado de diversos experimentos de linguagem entre a palavra e a imagem, trabalho recorrente na obra do autor. Segundo Renato, “o livro foi escrito muito mais com uma tesoura do que com uma caneta”. Ao receber três revistas POP, de 1977, das mãos de um senhor que fazia parte do público de seu ateliê de performance realizado no Sesc Palladium, em 2016, Renato Negrão se interessou pela seção de cartas para a qual as pessoas escreviam em busca de trocar correspondências com outras pessoas do Brasil e do mundo. escrevam-me é um livro composto a partir de cartas enviadas a uma revista. A partir desse material, foi realizada uma curadoria, segundo o autor, no espírito de “distraídos venceremos”, montando, editando e reinventando o conteúdo — procedimentos que também estiveram presentes em seus livros anteriores, Vicente Viciado e Odisseia Vácuo. “No processo, fui percebendo como esses deslocamentos espaço-temporais e linguísticos friccionavam e permitiam refletir o tempo presente, em uma gama muito variada de aspectos, entre eles, a solidão, o desejo, a linguagem, a perspectiva de futuro. Gosto de pensar neste livro como um só poema, mais longo, com cinquenta estrofes — à semelhança do meu livro anterior, Odisseia Vácuo, também composto por um único poema. Mas fico igualmente feliz se as cinquenta estrofes forem lidas como poemas autônomos (biografemas), ainda que o último texto amplie e complete o sentido do livro como um todo. Também me agrada o fato de o livro não se enquadrar em um gênero específico.” Desfilam pelo livro uma infinidade de personagens, paisagens e objetos. Há uma curiosidade muito especial: ao folhear uma das revistas POP que serviram de base para o livro, RenatoNegrão teve a grata surpresa de reconhecer, no personagem da capa, ninguém menos que o poeta Aroldo Pereira — montes-clarense, fundador do Festival Psiu Poético — então com apenas dezesseis anos. As epígrafes de Gilberto Gil que abrem o livro funcionam, sobretudo, e mais decisivamente, como uma moldura para o conteúdo que vem a seguir. O livro traz, ainda, dois posfácios, escritos pela poeta Ana Martins Marques e pelo poeta, filósofo e professor da UERJ, Rafael Zaca. O texto de quarta capa é assinado pelo escritor português Valter Hugo Mãe.
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Plantando poesia, Derlon (org.)R$70.00[FRETE INCLUSO] Há nove anos, o artista visual Derlon dedicou sua obra a uma residência artística no sertão do Ceará, em áreas de cotonicultura na comunidade de Riacho do Meio. Em homenagem às famílias locais, Derlon pintou as paredes da região e teve essas obras transformadas em lambes e espalhadas Brasil afora. Em 2022 o artista mergulhou em uma nova residência no Sertão do Pajeú (PE) e convidou um grupo de renomados poetas do território para o nascimento do livro Plantando poesia. Sob a curadoria de Derlon, os poetas Alexandre Morais, Elenilda Amaral, Islan, Isabelly Moreira e Zé Adalberto trazem na escrita imersiva, a história de vida dos agricultores e agricultoras do sertão nordestino.
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terralegria, de Wagner Moreira e Mário ViníciusR$78.00[FRETE INCLUSO] "terralegria", de Wagner Moreira e Mário Vinícius, apresenta treze cantos dispostos em linguagem verbal ─ escrita até o outono de 2016 ─ e visual – orquestrada ao longo de 2019–2020 – que dialogam entre si. Composto em versos livres, traz como tema o desejo amoroso e um olhar sobre a cidade de Belo Horizonte, ou outra cidade que se queira em horizonte belo. O tema amoroso é anunciado por diferentes vozes que receberam um tratamento diferenciado no que diz respeito ao processo de diagramação, mais especificamente, no uso dos tipos gráficos – todos de autoria de Mário Vinícius – e no sistema de codificação semiótico-estatística desenvolvido para, paralelamente, representar os cantos de maneira não verbal. Em "terralegria" verificamos a necessidade de acentuar a dobra como um dos elementos constitutivos do livro. Ela, a dobra, foi realizada a mão, peça por peça, parte por parte. Desse modo, ela empresta à materialidade do livro um especial caráter artesanal, além de contribuir na afirmação de cada um dos treze cantos, tanto em sua diferente configuração quanto no espelhamento das linguagens visual e verbal, reforçando também os diálogos literários como desdobramentos entre textos, contextos e vozes artísticas que se interessam pelo ato de criação.
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Tornei de Luanda um kota, de Ricardo AleixoR$80.00[FRETE INCLUSO] “Tornei de Luanda um kota”, de Ricardo Aleixo, fecha um ciclo iniciado, em 2015, com o livro “Impossível como nunca ter tido um rosto”, ao qual se seguiram “Anti Boi", de 2017, “Extraquadro", de 2022, e “Diário da encruza”, de 2023. O que aproxima esses títulos é a tentativa de tematização do contexto social e político brasileiro, sempre de uma perspectiva que funde à metalinguagem e à experimentação técnico-formal a pesquisa de cadências e timbres que remetem às poéticas africanas e afro-diaspóricas. Nesse novo livro, Ricardo Aleixo volta a responder pela confecção da imageria (capa e ilustrações), tal como nos livros de 2015, 2022 e 23, que serve de base para a elaboração do projeto gráfico, outra vez a cargo do designer e amigo do poeta, Mário Vinícius. Para Ricardo Aleixo “Tornei de Luanda um kota é o meu jeito de, nestes tempos sombrios, acender alguma luz, provocar alguma reflexão, tentar trocar a desesperança pelo 'princípio-esperança' de que falava o filósofo alemão Ernst Bloch ou, para afirmar, cantando em bom brasileiro, como cantaram Nelson Cavaquinho e Élcio Soares, que 'o sol há de brilhar mais uma vez'."
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Amerika Amerika Amerika, de StêvzR$80.00[FRETE INCLUSO] “Amerika Amerika Amerika” é um poema-impresso que usa o mecanismo do anagrama para traçar a história de Maria, imigrante em chegada a uma nova terra de suposta fartura. Segundo Maria Clara Carneiro, que assina a quarta capa do livro, “O anagramático Stêvz bagunça as letras dessa Amerika – tanta coisa nesse nome. Do arame que barra, da arma apontada, da fortuna sonhada que veio curta, da eterna quimera”. As palavras desmembradas do texto de “Amerika Amerika Amerika” exigem a participação atenta de quem lê, em um procedimento que remete a obras históricas da poesia visual — como “Solida” (1956) de Wlademir Dias-Pino e “Sweethearts” (1967) de Emmett Williams — e que parte do slogan distópico “Ame a rica América e ria” para dar início ao jogo. Todos os versos do poema são construídos a partir das letras da palavra-título, e criam cenas imaginativas com o auxílio das duas cores da publicação cuidadosamente executada nas oficinas da Editora Impressões de Minas.
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Poemas para ascender, de Tatiana BicalhoR$90.00[FRETE INCLUSO] “Poemas para ascender” é um livro-objeto, um livro-bloco com cola exposta de poesias e fotografias dentro de uma caixa, e junto com ele vem também um bloquinho de riscar poemas, um lápis-poema para escrever, um apontador, uma borracha para ser usada em caso de incêndio e uma caixinha de fósforos personalizada. Segundo Eliza Caetano, que assina o prefácio do livro, “O fósforo que não ascendeu é um jardim de delícias e lemos os poemas um pouco lacônicos com esse prazer de ascender um fósforo, ouvir o som e sentir nos dedos o risco na lateral da caixa, olhar a chama aumentar, o palito entortar, sentir o calor nos dedos e só soprar quando ficar insuportável. Esse é mesmo um momento de silêncio — não é possível olhar outra coisa acontecer ou terminar uma frase. • As imagens das caixas de fósforo, “instantes fotográficos”, vêm assim, parece que para guardar esse silêncio. Não à toa se intensificam à medida que a leitura avança. Uma vez que começamos, é difícil parar de acender os fósforos, seguimos riscando mais e mais rápido. O livro vai ardendo em nossas mãos.”
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Só quero saber do que pode dar certo: oitenta vozes vezes Torquato NetoR$98.80[FRETE INCLUSO] O livro, organizado por Tarso de Melo e Thiago E, reúne 80 poetas de várias gerações, e de todas as regiões do país, num abraço de vozes, versos e imagens através do tempo. Além da homenagem-diálogo com a explosiva escrita de Torquato, o resultado desse encontro é uma mostra significativa da poesia brasileira atual. E tem mais: em meio a belas fotografias da vida de Torquato, o livro apresenta também uma seleção de textos sobre sua trajetória e legado, assinados por grandes poetas que foram seus parceiros de geração. Poesias e textos de Adelaide Ivánova, Ademir Assunção, Adriane Garcia, Adriano Lobão Aragão, Ailton Krenak, Allan Jonnes, Ana Estaregui, Ana Martins Marques, André Vallias, Antônio Moura, Arnaldo Antunes, Augusto de Campos, Bruna Mitrano, Carlos Orfeu, Chacal, Clarissa Macedo, Claudia Roquette-Pinto, Dalila Teles Veras, Daniel Arelli, Delmo Montenegro, Demetrios Galvão, Diogo Cardoso, Duda Machado, Edimilson de Almeida Pereira, Eduardo Sterzi, Eliane Potiguara, Elio Ferreira, Estrela Leminski, Fabiano Calixto, Fernanda Marra, Fernanda Paz, Fernanda Silva, Gabriel Archanjo, Ithalo, George Mendes, Izabela Leal, Joice Nunes, Julia Bac, Julia Rocha & Gustavo Galo, Júlia Studart, Juliana Krapp, Jussara Salazar, Laís Araruna de Aquino, Laís Romero, Laura Nogueira, Ledusha, Lenora de Barros, Leonardo Gandolfi, Leonardo Marona, Lucas Litrento, Luiza Cantanhêde, Makely Ka, Manoel Ricardo de Lima, Marcelino Freire, Marcelo Ariel, Márcia Xavier, Marília Garcia, Marleide Lins, Matheus Guménin Barreto, Maurício Pokemon, Michaela Schmaedel, Micheliny Verunschk, Mika Natália Agra, Nicolas Behr, Nina Rizzi, Paulo Ferraz, Paulo José Cunha, Paulo Leminski, Pedro Bomba, Prisca Agustoni, Renan Nuernberger, Renata Flávia, Reuben da Rocha, Reynaldo Damazio, Ricardo Aleixo, Rodrigo Lobo Damasceno, Sabrinna Alento Mourão, Salgado Maranhão, Sara Síntique, Sergia Alves, Sérgio Britto, Sergio Cohn, Sofia Mariutti, Tarso de Melo, Thiago E, Veronica Stigger, Waly Salomão. Projeto gráfico de Elza Silveira.