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Desdobrar Leminski, por Tarso de MeloR$50.00[PRÉ-VENDA] [FRETE INCLUSO] Desdobrar Paulo Leminski, por Tarso de Melo Sobre o livro A obra poética de Paulo Leminski (1944-1989) é uma das mais admiráveis e instigantes do século XX no Brasil. Fazendo crítica, ficção, tradução, biografias, ensaios e, mais que tudo, poesia, o poeta curitibano fez e faz gerações de leitores apaixonados desde os anos 1970 e, mesmo tendo desaparecido tão novo e há tanto tempo, chega ao nosso tempo com o mesmo frescor, a mesma força. Nesse pequeno livro, que abre a coleção Desdobrar, o poeta Tarso de Melo — que se apaixonou pela poesia de Leminski na adolescência e, desde então, é um dedicado e empolgado estudioso de sua obra — nos conduz pelos múltiplos sentidos dessa figura que não apenas agita os poetas e a crítica, mas consegue, numa escala rara para a poesia, despertar nos leitores um desejo profundo de viver entre as palavras. O livro traz um pequeno perfil biográfico de Leminski e a apresentação das obras publicadas por ele, seguindo-se uma reflexão sobre as principais características dessa obra e seus sentidos na atualidade. Por fim, o volume contém uma bibliografia de e sobre o poeta, para que o leitor faça sua própria viagem. É só o começo. Uma frase de Leminski “Por que os povos amam seus poetas? É porque os povos precisam disso. Os poetas dizem uma coisa que as pessoas precisam que seja dita. O poeta não é um ser de luxo, ele não é uma excrescência ornamental, ele é uma necessidade orgânica de uma sociedade. A sociedade precisa daquilo, daquela loucura para respirar. É através da loucura dos poetas, através da ruptura que eles representam, que a sociedade respira.” Paulo Leminski Sobre o autor Tarso de Melo (1976) é poeta e editor. Coordena o Círculo de Poemas, coleção de poesia da editora Fósforo. Doutor em Filosofia do Direito pela USP, atualmente realiza pós-doutorado em teoria literária na UNICAMP, estudando a obra de Paulo Leminski. É autor de Rastros: antologia poética 1999-2018 (martelo casa editorial, 2019) e As formas selvagens da alegria (Alpharrabio, 2022), entre outros livros. Pela Impressões de Minas, lançou Um mergulho e seu avesso (com Alberto Pucheu, 2022) e organizou Só quero saber do que pode dar certo (com Thiago E, 2024). Sobre a coleção A Coleção Desdobrar reúne pequenos perfis e interpretações de alguns dos principais poetas, ficcionistas e ensaístas brasileiros e estrangeiros. Os livros, escritos por estudiosos, contêm uma pequena biografia, seguida de um ensaio sobre a obra e de uma bibliografia de e sobre os autores. O objetivo da coleção é oferecer, em versão curta, aguda e competente, um guia de leitura para obras que são tão fundamentais quanto complexas. São pequenos livros que servem como um convite, um apoio, um mapa. Uma conversa que começa aqui — e se desdobra infinitamente.
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Macaco-Homem-Desregulado, de João Batista Santiago SobrinhoR$58.00[FRETE INCLUSO] Antes da experiência acadêmica, João Santiago se aventurava pela filosofia e a literatura. E o sabor das palavras novas o acompanha até hoje. No entanto, coisa e outra afectava-o: a frase de Heráclito de Éfeso – filósofo do devir e do fluir – não lhe saiu da cabeça desde o quando leu. Platão, no Cvátilo dirá: ''Heráclito diz algures que tudo está em mudança e nada permanece imóvel, e, ao comparar o que existe com a corrente de um rio, diz que não se pode penetrar duas vezes o mesmo rio". Essa frase marcou Santiago. O pensamento do fluxo se manteve e, em certo sentido, por agenciamentos incontáveis múltiplos o trouxe ao experimento Macaco-Homem-Desregulado, experimento de um rio sem-nascente, então, imanente. Santiago, ao encontrar os filósofos franceses do devir, encontrou uma definição revolucionária do que é pensar: Pensar é criar. Três palavras: um soco violento no estômago e tudo pareceu tão "claro" e urgente. Assim, a vida ganhou novo impulso, então alegria. Isso levou Santiago a aproximar-se inda mais do esquecimento como forma de saúde, bem como da necessidade da transvaloração de todos os valores. No livro Macaco-Homem-Desregulado, deparamo-nos com uma frase de Guimarães Rosa "o mundo não muda nunca, só de hora em hora piora". O livro m-h-d se apresenta como uma volta para a Terra, mas antes convoca um devir por uma terra, assumindo um construtivismo, uma exterioridade que faça rizoma com o mundo e afecte, talvez, o pensamento arbóreo da representação. Santiago compõe em um dos momentos mais reacionários do Brasil. Em que o servilismo voluntário e o desejo fúnebre é a arma "estúpida inválida" para os obituários do ódio que comove uma população brasileira. Assim, o livro é uma espécie corolário, uma inventura de um mundo possível, em que Santiago, um metamorfo além do bem e do mal conversa alegremente com Rosa, Deleuze e Guattari.