Impressões de Minas

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Impressões de Minas

LANÇAMENTO

Generalidades ou Passarinho Loque Esse

JoMaKA

“O livro conta a história de um poeta que começa a receber cartas e a responder vozes que falam de várias maneiras e por muitos meios, muitas vezes em prosa, outras em verso, algumas respostas a perguntas impostas e agressivas e também a perguntas que nem sabemos se foram feitas. Às vezes chegam pelo correio, envelopadas em cartas assinadas, outras não, muitas parecem continuar um assunto que não havia sido começado. O fato é que dentro de todas as variantes do estado de ser, há uma ordenação, uma narrativa que apresenta um processo de grande mudança, o anúncio de uma metamorfose. As primeiras páginas do livro são preenchidas por frases e parágrafos curtos que introduzem as diversas vozes que se colocarão diante do leitor nas páginas seguintes. “Certa noite eu ouvia tango sob a luz de velas”, e a partir daí o que se revela é uma escrita que parte do questionamento de si mesmo e tudo aquilo que chega com esse movimento, todos os conflitos construídos pela mente a partir da indagação sobre a estrutura básica que é o corpo.”

Terceira edição, primeiro livro de uma trilogia, primeiro volume da coleção Ouvido Falante, que nasceu do encontro da Impressões de Minas com os poetas Nívea Sabino e Pedro Bomba. Os trabalhos reunidos na Ouvido Falante envolvem poetas que no seu fazer artístico de tessitura da palavra, optam por partilhar seus trabalhos em diferentes espaços coletivos da Poesia Falada – Saraus, Slam’s e Rodas de Poesia. A partir da performance oral, concebem, nesses espaços, a entrega da obra poética. Os textos publicados em cada livro dessa coleção já foram ditos e falados em algum momento por suas autoras e autores. Podemos dizer que esses textos foram publicados primeiramente através da boca e chegam agora a esta publicação impressa, pensada para contar e registrar os sons, a voz, a escritura e a obra de poetas da poesia falada.

João Maria Kaisen nasceu em 1991, na cidade de Belo Horizonte. Pessoa intersexo transmasculina não binária. Poeta marginal antimanicomial, artista da cena, performer, produtor cultural e integrante do coletivo Academia TransLiterária. Vez ou outra é Pochety, o palhaço. Estudante de Letras, pesquisador, tradutor, revisor, palestrante e, em 2016, foi eleito Delegado Nacional de Direitos Humanos, em decorrência de sua atuação pela pauta LGBTQIA+.

Generalidades ou Passarinho Loque Esse tem capa de Sofia Coeli, prefácio de Marta Neves, projeto gráfico e posfácio de Elza Silveira, ilustrações de Heitor Rezende e Madu Machado.

Reimpressão: pedidos enviados a partir de 20 de janeiro

PLANNER 2021

De novo! É uma alegria apresentar o planner por mais um ano, desta vez com a ilustração do urban sketcher Alexandre Jr. e com uma sequência de poemas metalinguísticos de poetas de várias partes do Brasil. A encomenda foi a seguinte: como a poesia trata da língua, da linguagem, dela mesma, de seu engenho, de sua produção e de seus sentidos? Que poeta nunca escreveu um poema redobrado sobre si e sobre sua matéria-prima? Quando convidamos os e as poetas aqui publicados, todos/as tinham poemas metalinguísticos a nos ceder. A tarefa do Alexandre Jr. foi a de investir na leitura da poesia e observar as paisagens da língua, a fim de criar o ambiente para este planner 2021. Enquanto o planner de 2020 registrou nosso terrível e estranho ano pandêmico, esperamos que o de 2021 sirva para a anotação de tudo de bom que nos puder acontecer, num tempo que verá novos sóis nascerem. Neste ano, temos a alegria de apresentar os textos de Ana Martins Marques, Demétrio Panarotto, Adriane Garcia, Lau Siqueira, Demetrios Galvão, Letícia Féres, Edimilson de Almeida Pereira, Mariam Pessah, Kaio Carmona, Prisca Agustoni, Ricardo Silvestrin, Daniel Arelli. A curadoria é da Ana Elisa Ribeiro e o projeto gráfico do Alexandre Jr. e da Elza Silveira.

Catálogo

  • A baratonauta
    R$45.00
    [FRETE INCLUSO] Certa noite uma barata acordou de sonhos intranquilos e decidiu colocar em prática um plano mirabolante que há muito tempo morava em sua cabeça. Cheia de coragem e determinação, ela parte em busca de ser aquilo que sempre quis: uma barata astronauta. O livro A baratonauta, escrito e ilustrado por Tati Pimentel, narra a jornada de aventuras dessa ousada baratinha que voa tão alto que consegue chegar em outro planeta. Uma verdadeira odisseia espacial!
  • A cor do amor
    R$36.00
    [FRETE INCLUSO] "Qual é a cor do amor?" Essa é uma pergunta que se instalou na cabeça de uma menininha bem curiosa. Esperta como só e quase como uma detetive, ela sai a observar seu dia a dia e entre cores e brincadeiras descobre uma bela resposta. O livro “A cor do amor” foi escrito por Francine Lopes.  
  • A verdadeira história dos botões
    R$40.00
    [FRETE INCLUSO] A verdadeira História dos Botões é uma fabulação em torno de ideias e de conceitos sobre patrimônios e cultura indígena. Aos botões (uma estimadíssima preferência pessoal da autora) é reservada a chave possível para tratar sobre aqueles temas em um ambiente de aventuras e até de algum suspense. Pensado preferencialmente para o jovem público leitor, o que se quer é afirmar os seus atributos de autonomia, independência e imaginação criativa e, sobretudo, neles apostar. Pelas vozes do narrador, o texto se constrói mais como um exercício de experimentações, melhor, de experimentar o pensamento na direção do outro, o leitor, com o desejo de que ele pense e reflita sobre os ensinamentos da convivência, da preservação dos patrimônios humanos e culturais e a importância das narrativas – da história, da memória.
  • A sola dos pés respira melhor quando toca o solo
    R$36.00
    [FRETE INCLUSO] Tristão Macedo nasceu em Formiga, Minas Gerais, em 1959, e é professor de Língua Portuguesa da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte. É autor dos livros Sem cuecas na gaveta (Impressões de Minas, 2012) e Poesia visível (Impressões de Minas, 2014). "A sola dos pés respira melhor quando toca o solo" é seu segundo livro de poesias.
  • A vida afetiva dos objetos
    R$36.00
    [FRETE INCLUSO] Sem arroubos, A vida afetiva dos objetos se ocupa em examinar relações, alegrias, lacunas e memórias e encontrar pequenas belezas onde não se espera.
  • A vida mínima
    R$40.00
    [FRETE INCLUSO] Em A vida mínima, Luiz Guilherme Romancini emprega o mínimo de palavras para informar o máximo, discorrendo relatos verídicos, ficcionais, de trabalho, causos, anedotas e abstrações diversas, sobretudo no que diz respeito às vicissitudes humanas. No âmbito da linguagem, por meio de texto coloquial, apresenta 120 microtextos com até 120 palavras. "Os textos de 'A vida mínima' se encontram em um espaço limite entre vários modos de escrita: as fábulas, com seus bichos pensantes e suas lições morais (aqui, prezam por um mistério do negativo); os aforismos filosóficos; a criação de mundos e seus apocalipses; as lendas de cidades grandes e pequenas; os diálogos abertos com outros autores e seus personagens eternos; as piadas, anedotas e charadas; as contemplações de um lirismo irônico (que parece não contemplar apenas belezas, mas as feiuras e os atritos); as linguagens múltiplas e seus lugares comuns. Ora em humor, ora em tragédia, os feitos narrados nestes pequenos contos possuem apenas a grandeza paradoxal que o cotidiano lhes permite ter. A vida mínima vai criando espaços, às vezes enganadores, que parecem valer menos, às vezes como tesouros, mas sempre mostrando a autenticidade de uma escrita justa e contínua." (Trecho da orelha do livro, escrita por Laura Cohen, que fez a preparação dos textos originais do autor). Ilustrações de Wallison Gontijo.  
  • A atualidade da Teoria Estética de Theodor W. Adorno
    R$40.00
    [FRETE INCLUSO]

    Há cinquenta anos era publicada a Teoria Estética de Theodor W. Adorno, um ano após seu súbito falecimento. Hoje como há meio século, a obra é objeto de fascinação e de desafio para a crítica. Com efeito, sua condição de inacabamento confere-lhe aquele brilho enigmático dos grandes projetos interrompidos que, embora inconclusos, abandonados, muitas vezes inacabáveis ou, no melhor dos casos, arrematados por outrem de forma provisória, permanecem misteriosamente de pé, dando à própria fragmentação um aspecto de imponência e perenidade. Embora inacabada, a obra condensa a reflexão estética de toda uma vida desse autor que ofereceu uma das contribuições à disciplina mais decisivas do século passado. Pois trata-se de seu “grande livro sobre a estética”, como Adorno se referiu à Teoria Estética em uma das últimas entrevistas que concedeu. Este livro compreende-se como um gesto de celebração desse fascínio e uma tentativa de confrontação de seu desafio. Como toda celebração de uma efeméride do mundo do pensamento, também esta pretende, a um só tempo, afirmar e interrogar a sua vitalidade – ou, na melhor tradição crítica, afirmá-la justamente ao interrogá-la, na exata medida em que ela permanece sendo um objeto de interrogação produtiva para o presente.

    Organizado por Rodrigo Duarte e Daniel Pucciarelli, o livro também traz textos de Silke Kapp, Bruno Pucci, Douglas Garcia Alves Júnior, Lucyane De Moraes, Verlaine Freitas, Luiz A. Calmon Nabuco Lastória e Rachel Cecília de Oliveira. O projeto gráfico é da Rita Davis.
  • Derlon
    R$50.00
    [FRETE INCLUSO] O livro apresenta um recorte do trabalho artístico do artista pernambucano Derlon, orientado por sua experiência durante a residência artística no sertão central do Ceará, como parte do projeto Ouro Branco (O projeto Ouro Branco foi apoiado pela marca de tênis francesa Vert, que produz seus calçados com o algodão plantado e colhido por famílias que vivem da agricultura orgânica na região do semiárido nordestino). De caráter introdutório, a primeira parte do livro enfatiza de forma abrangente a poética do artista, por meio da apresentação de intervenções urbanas realizadas em diversas cidades, que já sinalizavam os temas de seu interesse de pesquisa. No início de sua carreira, é possível notar uma preocupação latente com o desenvolvimento de ferramentas que aproximem e comuniquem a arte de modo efetivo com as pessoas, desejo visibilizado pela convergência com a estética da xilogravura, de comunicação eficaz, direta e de fácil assimilação. A segunda parte do livro, por sua vez, é dedicada a trabalhos desenvolvidos durante a residência artística, período em que Derlon pôde estabelecer uma dinâmica de convívio com as pessoas das comunidades contempladas pelo projeto e observar a cultura local através do cotidiano de seus moradores, sua história e o cultivo da terra. Esta vivência seria determinante para a continuidade de seu processo, foco da terceira parte do livro, que apresenta uma série de trabalhos desenvolvidos em decorrência da residência, como a exposição de título homônimo, Ouro Branco, realizada na Artur Fidalgo Galeria, no Rio de Janeiro, e ocupações artísticas nas ruas de Paris e São Paulo.
  • Dramaturgias do Real
    R$46.00

    [FRETE INCLUSO] O encontro de práticas potentes de criação de realidades a partir de noções diversas de performance, corpo e imagem se apresenta, em Dramaturgias do Real, nos desdobramentos tecnológicos, científicos, cênicos, urbanos e sociais. As pesquisas apresentadas renovam a dramaturgia em suas formas políticas e singulares em um drama e um real unificados, que se revelam em novos modos de viver a arte no mundo.

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