Exibindo 21–29 de 29 resultadosClassificado por mais recente
-
A atualidade da Teoria Estética de Theodor W. Adorno, de Rodrigo Duarte e Daniel Pucciarelli (org.)R$40.00[FRETE INCLUSO]
Há cinquenta anos era publicada a Teoria Estética de Theodor W. Adorno, um ano após seu súbito falecimento. Hoje como há meio século, a obra é objeto de fascinação e de desafio para a crítica. Com efeito, sua condição de inacabamento confere-lhe aquele brilho enigmático dos grandes projetos interrompidos que, embora inconclusos, abandonados, muitas vezes inacabáveis ou, no melhor dos casos, arrematados por outrem de forma provisória, permanecem misteriosamente de pé, dando à própria fragmentação um aspecto de imponência e perenidade. Embora inacabada, a obra condensa a reflexão estética de toda uma vida desse autor que ofereceu uma das contribuições à disciplina mais decisivas do século passado. Pois trata-se de seu “grande livro sobre a estética”, como Adorno se referiu à Teoria Estética em uma das últimas entrevistas que concedeu. Este livro compreende-se como um gesto de celebração desse fascínio e uma tentativa de confrontação de seu desafio. Como toda celebração de uma efeméride do mundo do pensamento, também esta pretende, a um só tempo, afirmar e interrogar a sua vitalidade – ou, na melhor tradição crítica, afirmá-la justamente ao interrogá-la, na exata medida em que ela permanece sendo um objeto de interrogação produtiva para o presente.
Organizado por Rodrigo Duarte e Daniel Pucciarelli, o livro também traz textos de Silke Kapp, Bruno Pucci, Douglas Garcia Alves Júnior, Lucyane De Moraes, Verlaine Freitas, Luiz A. Calmon Nabuco Lastória e Rachel Cecília de Oliveira. O projeto gráfico é da Rita Davis. -
Ensaios para quase, de Camila NicácioR$40.00[FRETE INCLUSO] "Tantas são as tarefas do poeta e seu poema. Camila Nicácio, poetisa diligente, parece congregar essas tarefas de forma natural. Com a aparente simplicidade e facilidade com que um João de Barro arma seu ninho, Camila constrói assim o poema que nos alberga ou nos seduz. Trata-se de uma estrutura, de uma arquitetura aparentemente simples e porém ao extremo refinada, onde cada frase contém seu equilíbrio próprio e sustenta o conjunto. Nenhum elemento a ser agregado ou retirado, sob pena do poema não existir. Contrapeso perfeito, harmonia onde nos pousamos ou de onde podemos partir." (Texto escrito por Rosa Maria Unda Souk para a orelha do livro)
-
CASA, de Mário Alex RosaR$40.00[FRETE INCLUSO] Mário Alex Rosa, autor dos livros Via Férrea (Cosac Naify), Ouro Preto (Scriptum), Formigas (Cosac Naify) e ABC futebol clube (Aletria), volta agora, depois de sete anos, com um novo livro, CASA. Trata-se de uma publicação singular, delicada e que traz uma experiência diferente da forma habitual com que o autor costuma exercitar seus poemas: os textos são curtos e escritos em apenas três versos. “CASA foi escrito durante meses de confinamento num apartamento, obedecendo rigorosamente a quarentena. A mistura de uma tristeza com reflexões sobre uma única pergunta – o que fazer? – fez com que Mário Alex Rosa olhasse para dentro de si e da casa, e observasse as partes e o todo desse espaço e ambiente em que moramos e que nem sempre é tão observado. Na apresentação, o poeta Ronald Polito escreve: “Este pequeno livro tão especial é um projeto de sobrevivência, é uma política de sobreaviso, um diagnóstico de alternativas. Mas em pianíssimo, como convém à nova temporada de caça às bruxas, ao rebote do medievo. Daí o silêncio imperativo entre os enunciados, poemas-concha, a necessária brevidade deles, sua natureza de senha, código, cifra”. E completa: “Assim surgem imagens inaugurais: o sol que não podemos tomar lá fora nos faz companhia aqui dentro no ovo estalado em uma frigideira, gema que surge entre nuvens. E no talvez mais recôndito da privacidade da casa, o banheiro, a revelação enorme de que no espelho somos duplamente sós”. Para o poeta Armando Freitas Filho, na CASA de Mário “Está ali tudo que se vive em poucas palavras: ‘quanto tempo/o tempo demora/na quarentena’. A gente não sabe: se triste, se alegre, entre quatro paredes. Você montou, enfim, para se pensar nessa casa que tranca e se abre no tempo. Nessa casa e nas seguintes elas padecem de dúvidas e certezas, e volta e meia se desenham tal qual todas de alguma forma entre sair e ficar para sempre”. O livro conta com ilustrações de Wallison Gontijo, feitas em nanquim. A edição apresenta, ainda, sobrecapa, impressa em papel vegetal, com a planta baixa de uma casa feita pelo arquiteto João Diniz, e projeto gráfico de Elza Silveira.
-
Revista DesmancheR$20.00[APENAS O FRETE] DESMANCHE é uma revista sobre espaço, imagem, sociedade. O desmanche que dá título à revista é compreendido como um procedimento experimental e crítico para remontagens de pensamentos. Nesta primeira edição conta com contribuições de diversos campos de conhecimento como a filosofia, arquitetura e urbanismo, literatura, cinema. O formatos dos textos são variados na forma de ensaios, ensaios visuais e literatura. A revista é vinculada ao LITS (Laboratório de Tecnologias Sociais) do IFMG-campus Santa Luzia. Tem como editores Breno Silva, Roxane Sidney e Simone Cortezão.
-
Dicionário de Imprecisões, de Ana Elisa RibeiroR$60.00[FRETE INCLUSO] Segunda edição revista e ampliada. O que diz um dicionário sobre as coisas do mundo, sobre tudo e sobre o indescritível? A resposta a esse tipo de questão pode muito bem estar em um livro de poemas, que não tem, a rigor, o compromisso de definir ou descrever com precisão. E quem disse que os dicionários alcançam esse intento, afinal? Dicionário de Imprecisões é o oitavo livro solo de poesia de Ana Elisa Ribeiro, autora também de Álbum (Relicário, 2018, Prêmio Manaus), Xadrez (Scriptum, 2015) e Anzol de pescar infernos (Patuá, 2013, semifinalista Portugal Telecom). Provocada por situações reais de consulta a dicionários, a autora compôs um imprevisível e impreciso volume, com palavras aleatórias, das mais substantivas às mais abstratas, como saudade ou pelo, por onde passeia sem cerimônia, hibridizando gêneros discursivos, confundindo e ironizando significados possíveis e as classes de palavras, sem deixar de tocar em temas micropolíticos e sociais. Este Dicionário, que certamente confundiria também livreiros mais distraídos, é editado pela Impressões de Minas, dentro do selo Leme, com o apuro gráfico-visual que somente um livro semiartesanal poderia apresentar. A segunda edição do livro, com tiragem numerada, ganhou novos papéis na capa e no miolo, e a cor azul foi substituída pelo roxo. Além disso, dois novos poemas entraram na lista dos verbetes. O design gráfico é de Elza Silveira e as ilustrações, em nankin, são de Wallison Gontijo. Sem paratextos convencionais, este Dicionário se apoia na solitude dos livros para serem consultados, sem serem totalmente lidos, se for o caso.
-
Manual de Berros, de Kiko FerreiraR$40.00[FRETE INCLUSO] Noites de insônia, a convivência em grupos de whatsapp marcados pela polarização política e a leitura constante, no aplicativo, de mensagens acaloradas digitadas em caixa alta. Esse foi o cenário de grande parte do processo de criação de Manual de Berros e a Poesia Física, décimo livro de poesia do escritor, jornalista, crítico musical, letrista e radialista Kiko Ferreira. Com um humor ácido, característica presente na obra poética completa do escritor, e críticas a uma sociedade que cada vez mais berra e não consegue dialogar, Manual de Berros não deixa de lado o lirismo romântico e apresenta versos que contêm ritmo, melodia e cadência, explicitando as relações íntimas do autor com a música e a comunicação, além das influências de Paulo Leminski, Leonard Cohen, Chacal, Marcelo Dolabella e Bob Dylan.
-
Dramaturgias do Real, de Monica Toledo (org.)R$46.00[FRETE INCLUSO] O encontro de práticas potentes de criação de realidades a partir de noções diversas de performance, corpo e imagem se apresenta, em Dramaturgias do Real, nos desdobramentos tecnológicos, científicos, cênicos, urbanos e sociais. As pesquisas apresentadas renovam a dramaturgia em suas formas políticas e singulares em um drama e um real unificados, que se revelam em novos modos de viver a arte no mundo.
-
Performances da memória, de Monica Toledo (org.)R$46.00[FRETE INCLUSO] O encontro dos ensaios de "Performances da Memória" vem do desejo de se pensar a memória como performance. Para isso, a organizadora, Monica Toledo Silva, provocou artistas e pesquisadores que abordam o tema a partir das artes plásticas, cênicas, digitais, neurociência, psicanálise, psicologia, arquitetura, literatura, cinema e tecnologia. O resultado é um corpo histórico e fantástico, que comunica com gestos, afetos e com as teorias contemporâneas que melhor contemplam os estudos da memória.
-
O ônibus, a cidade e a luta, de André VelosoR$50.00[FRETE INCLUSO] Um livro surgido de uma inquietação se torna, quase sempre, ferramenta poderosa no debate para o qual se apresenta. Se, além disso, o livro emerge num momento tal que tenha diante de si o terreno aberto das lutas política e urbana, sua responsabilidade é imensa. Não é outro o caso de “O ônibus, a cidade e a luta”. Numa narrativa rigorosa sobre o transporte coletivo urbano no Brasil, André Veloso equilibra, em seu texto, tanto a formação e a trajetória histórica dos diversos sujeitos sociais no processo de modernização produtiva no país quanto a crescente complexidade das cidades brasileiras, de modo a alcançar uma reflexão aguda sobre oferta e demanda desse serviço essencial à dinâmica da vida urbana dos séculos XX e XXI. Escrevendo desde uma perspectiva marxiana de reprodução ampliada do capital, o livro investiga todo o acervo da pesquisa sobre o tema que já tenha se realizado nas nossas universidades, em geral referenciada ou à trajetória específica do setor de transportes ou a questões da produção do espaço, para, a seguir, se apresentar ao debate contemporâneo: o autor debruça-se com seriedade ímpar sobre os movimentos recentes pelo transporte e a história e contexto específicos do movimento Tarifa Zero BH entre os anos de 2013 e 2015.