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Extracampo, de Breno Silva (org.)R$50.00[FRETE INCLUSO] EXTRACAMPO é um livro de ensaios que tensionam os campos instituídos da arquitetura e urbanismo, sociologia, comunicação social, literatura e crítica cultural, enquanto traçam sutis afinidades entre si. Organizado por Breno Silva (IFMG/Pós crítica-UNEB), que também assina um dos textos, o livro apresenta escritos dos seguintes autores: Álvaro Nunes (PUC-RS), Cícero Menezes (CEFET-MG/Unileste), Fabio La Rocca (Université Paul Valéry Montpellier 3), José Felix (Pós crítica-UNEB), Juremir Machado (PUC-RS), Philippe Joron (Université Paul Valéry-Montpellier 3), Vincenzo Susca (Université Paul Valéry -Montpellier 3), Washington Drummond (Pós crítica-UNEB). EXTRACAMPO é uma parceria editorial da Impressões de Minas, Fábrica de Letras (Pós crítica-UNEB) e o Laboratório de Tecnologias Sociais (IFMG-Santa Luzia).
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São José da Ventania, de Roberto B. de CarvalhoR$80.00[FRETE INCLUSO] As três novelas reunidas neste livro, embora independentes, se interligam no tempo e no espaço. Todas partem das histórias que o narrador, quando menino, ouvia da voz de Iná, a empregada da casa, disfarçando o impacto que aquelas narrativas produziam em sua imaginação infantil. Adulto, o narrador dá carne e alma às histórias ouvidas, tornando-se praticamente invisível para que suas personagens ganhem o primeiro plano e se movimentem sem sua intromissão. No texto de apresentação da obra, a jornalista Sheila Kaplan, doutora em estudos literários pela PUC-Rio, destaca as personagens femininas das narrativas: “São mulheres que, sob a aparente pasmaceira da vidinha no interior de Minas Gerais, protagonizam tragédias de estatura shakespeariana”. “É, assim, uma Minas trágica que respira nas páginas do livro”, conclui. Para a professora Sônia Queiroz, da Faculdade de Letras da UFMG, as narrativas de São José da Ventania são histórias de ouvir contar, buscadas na memória do menino que ouvia, e mesmo via, cenas da ventania varrendo o céu e o chão da cidade. “Na maturidade”, observa, “o escritor firma em letra de fôrma as narrativas vindas da voz, inscritas há muito tempo no seu corpo — memória”. A capa do livro traz imagem do artista Amilcar de Castro emoldurada em uma almofada tipográfica em baixo relevo, e o projeto gráfico é de Elza Silveira.
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Formigas, de Mário Alex RosaR$70.00O poeta Mário Alex Rosa não para de fazer suas peripécias. Depois do sucesso de Cosmonauta (Aletria, 2022), chega agora com as suas formiguinhas para trilhar mais outros caminhos: do céu para a Terra. O passeio se dá ao rés do chão numa caminhada para lá de cidades distantes e muito diferentes. Publicado pela extinta Cosac Naify (2012), Formigas sai agora pelo selo infantil Jubarte, da editora Impressões de Minas, que antes publicou o livro Casa, (2020), por enquanto esgotado. Formigas chega com ousado projeto gráfico, com surpresas dentro e fora do ninho das formigas. Por mais de um ano, toda a equipe trocou ideias e deixou nas mãos do excelente designer Mário Vinícius que, com seu rigor e sensibilidade, fez as formigas passearem nas páginas, nas letras, fazendo com que quase tudo virasse formigas-letras ou letras-formigas, sem falar na parte táctil em que as crianças e os leitores em geral vão se divertir. É exemplar o livro que Mário Vinícius criou para as formigas do poeta Mário Alex Rosa. Formigas é daqueles livros que tão cedo, assim esperamos, voltará para estantes, pois é um livro para ficar sobre as mesas e num piscar de olhos recomeçar a reler, a folhear suas páginas, brincar de seguir o caminho das formigas e, quem sabe, até colocar o dedo, como faz a “personagem” do livro.
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Recado para não chegar, de Luís NovaisR$55.00[FRETE INCLUSO] Segundo a poeta Nívea Sabino, que assina a orelha do livro, Recado para não chegar, de Luís Novais, instaura uma sucessão de silêncios. “Assim como um mensageiro que se distrai durante o percurso de entregar um recado, eu me pego levada pela palavra-corpo de Luís Novais e também me distraio. Guiada por cada página e ao que me soa ser um pedido, um pedido por pausas (...) O pai que por horas me visita, o filho, o homem, a tessitura da mulher. O poeta — este me inquieta com a palavra poética e a pouca pressa com a qual a sua poesia me visita. E fica! Prosa prazerosa. Habilidoso no trato de manejar as palavras, Luís Novais insere, com preciosa delicadeza, certa humanidade a cada faceta — imaginada ou que, quiçá se possa imaginar, do sujeito enquanto homem, enquanto negro (...) Desvela com a riqueza da simplicidade o que principia no corpo e ultrapassa os limites entre o nascer e o morrer. E firma no tempo um percurso ladrilhado e preenchido por singela poesia deixada em um recado para não chegar.”
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Estupidez, de Andityas MatosR$60.00[FRETE INCLUSO] Estupidez é o quarto e último livro de poesia da série Descantos d’escárnio e maldizer escritos por Andityas Matos entre 2019 e 2022. Nele, o autor se afasta das literatices e das escolinhas de Letras e se concentra na “coisidade” da palavra para nela encontrar um humor e um nonsense que não se confundem com a suposta “realidade”, mas a problematizam, tornando-a sujeita à dúvida, à crítica, ao riso corrosivo. Para além dessa camada crítico-política, trata-se de uma obra dedicada à memória em que o autor revisita Barbacena e suas loucuras, reencontra a pintura hierática e neobizantina de Paulo Matos, seu pai morto, confessa seu amor pelos gatos, relê em chave contemporânea a Odisseia de Homero, entre outras estupidezes menores, pessoais e inofensivas que contrastam com as estupidezes maiores e mortíferas dos poderes constituídos.
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Jamais escrevi isto, de André VillaniR$55.00[FRETE INCLUSO] Jamais escrevi isto, novo livro de poesias do autor mineiro André Villani, busca conectar passado e presente, intercalando poemas com vozes de figuras conhecidas e anônimas. De Van Gogh a Tupac, passando por Pizarnik e Pagu, até uma astuta sobrevivente do Titanic, o segundo livro de André Villani resgata aquilo que deixamos para trás como forma de imprimir novos significados e ruídos. Uma desilusão amorosa, homenagens equivocadas a um escritor argentino, guerrilhas latino-americanas e o mais belo recado até hoje gravado em uma secretária eletrônica são alguns dos temas explorados no livro. O projeto gráfico do livro, realizado pelo artista Preto Matheus, traz elementos comuns às correspondências escritas e enviadas à distância, como traços de selos e envelopes, e dialogam com os poemas-cartas, linguagem que materializa a escrita. A edição, publicada pela Impressões de Minas e feita em sua gráfica, ganhou impressão tipográfica, com tipos de madeira, no título.
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Poemas para ascender, de Tatiana BicalhoR$90.00[FRETE INCLUSO] “Poemas para ascender” é um livro-objeto, um livro-bloco com cola exposta de poesias e fotografias dentro de uma caixa, e junto com ele vem também um bloquinho de riscar poemas, um lápis-poema para escrever, um apontador, uma borracha para ser usada em caso de incêndio e uma caixinha de fósforos personalizada. Segundo Eliza Caetano, que assina o prefácio do livro, “O fósforo que não ascendeu é um jardim de delícias e lemos os poemas um pouco lacônicos com esse prazer de ascender um fósforo, ouvir o som e sentir nos dedos o risco na lateral da caixa, olhar a chama aumentar, o palito entortar, sentir o calor nos dedos e só soprar quando ficar insuportável. Esse é mesmo um momento de silêncio — não é possível olhar outra coisa acontecer ou terminar uma frase. • As imagens das caixas de fósforo, “instantes fotográficos”, vêm assim, parece que para guardar esse silêncio. Não à toa se intensificam à medida que a leitura avança. Uma vez que começamos, é difícil parar de acender os fósforos, seguimos riscando mais e mais rápido. O livro vai ardendo em nossas mãos.”
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Dá Pé, de Luísa BahiaR$52.00[FRETE INCLUSO] "Lembretes para corpos avoados, poemas gordos para vozes emocionadas, testes e outras jogatinas para as almas aritméticas", é assim que a artista Luísa Bahia apresenta o seu livro ao leitor. Em “Dá Pé”, a artista e educadora congonhense traz diferentes tipos de poemas que subvertem a forma lírica habitual, apresentando-se como múltipla escolha, listas, mini contos, desenhos e haikus. Iniciado no período da pandemia e finalizado em 2023 após uma itinerância de Luísa por diversas cidades do Brasil (Salvador-BA, Alter do Chão-PA-Amazônia, Milho Verde-MG, dentre outras) o livro foi escrito em movimento, entre leituras, andanças, meditações, cantos, conversas e rituais. A poética da autora é atravessada pela sua experiência com o teatro, a música, a dança e suas investigações sobre a espiritualidade, o feminismo, a educação e os trânsitos e transformações da própria vida. São referências para a criação, escritores como: Yoko Ono, Pablo Neruda, Adriana Falcão, Letrux, bell hooks e Antônio Simas. A publicação conta com diagramação de Filipe Lampejo e projeto gráfico deste, em parceria com Vinícius Souza. Déa Trancoso é quem assina a orelha do livro. A artista e pesquisadora compara Luísa a Michel Foucault dizendo que assim como o filósofo, a escritora cria "uma genealogia de imagens que colam na retina, e de conceitos que pulam a cerca e vão parar dentro do coração, querendo, a todo custo, atravessar nossa alma". (Fotos do livro: Alexandre Hugo)
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embreagencer, de jomakaR$50.00[FRETE INCLUSO] Em 2020, jomaka (@poetajomaka) lançou seu primeiro livro, “Generalidades ou Passarinho Loque Esse”, também o primeiro volume de uma trilogia. Agora, lança a continuidade, “embreagencer”, que apresenta Rudá, personagem que também aparece em “Generalidades”, que segue com suas correspondências. Novas cartas-personagens aparecem, vozes continuam existindo, ouvidos, delírios, listas, sussurros. O corpo aqui está nu e em movimento. Literatura e Loucura se encontram, se misturam, desenham, dançam e se libertam da narrativa e do verso. “Embreagencer” traz a capa de Sofia Coeli, o texto da orelha de Marcelino Freire, a epígrafe com poema inédito de Nívea Sabino, o prefácio de Marta Neves, o projeto gráfico e revisão de Elza Silveira e a ilustração de Madu Machado. O livro faz parte da Coleção Ouvido Falante, uma série de livros com a curadoria de Elza Silveira, Nívea Sabino e Pedro Bomba, que publica "poetas que no seu fazer artístico de tessitura da palavra, optam por partilhar seus trabalhos em diferentes espaços coletivos da Poesia Falada – Saraus, Slam's e Rodas de Poesia".
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Uma varanda no meio do rio, de Thiago Thiago de MelloR$60.00[FRETE INCLUSO] Poesia que inventa uma memória, Uma varanda no meio do rio, primeiro livro de Thiago Thiago de Mello (Editora Impressões de Minas, 2023) apresenta textos, poemas e letras de música do autor reunidos a cartas, e-mails, bilhetes e fotos de seus antepassados. Fruto de um trabalho de pesquisa pessoal e amoroso, o livro – com fotos inéditas de Andreas Valentim e Valdir Cruz – traz esses fragmentos da memória e os intercala com a produção poética de Thiago. Cantador, professor e compositor carioca, Thiago Thiago de Mello foi criado na Amazônia e até hoje faz uma ponte entre o Rio de Janeiro e o rio Andirá, que banha Barreirinha, cidade no Amazonas onde nasceu o poeta Thiago de Mello (1926-2022), seu pai. A esses Thiagos se somam muitos outros: primos, irmãos, tio, avô, bisavô… Essa profusão de Thiagos atravessa o livro, que revela os elementos que compõem a espinha dorsal daquilo que canta o autor. Aliás, o limite entre o poema e a letra de música é explorado até que não mais percebamos suas diferenças e singularidades, como se o essencial não fosse aquilo que os separa mas, pelo contrário, o que os aproxima e os amalgama. Em um trabalho cuidadoso e delicado de edição e diagramação, o projeto gráfico ressalta a qualidade poética e histórica das fotos, protagonistas dessa longa história amazônica que Thiago percorre com sentimento e rigor, acompanhando os passos de sua família desde meados do século XIX até os dias de hoje. As incríveis fotografias em preto e branco, de Andreas Valentim e Valdir Cruz – feitas no Andirá em 1982 (por Andreas) e 2017/18 (por Valdir) – enfatizam o tom memorialista do livro, que faz uma espécie de viagem embarcada pelo passado do autor, o levando até a Casa da Poesia, último refúgio de seu pai. Hoje cuidador dessa casa, lugar de afeto e redenção, Thiago parece ser a própria canoa, fazendo uma travessia por todas as águas que levam até a varanda, de cujo parapeito podem ser observados os movimentos dos rios, dos animais e da gente ribeirinha. O universo da gente que vive na beira dos rios amazônicos permeia os textos e as fotos, que chegam a exalar o perfume doce das acapuranas e do cupuaçu. Com 15 anos de carreira fonográfica, 5 discos lançados (em projetos coletivos e solo), o cantador Thiago revela, em seu primeiro livro, os caminhos de suas criações, trazendo à público a intimidade de seus sentimentos e relações familiares. Expressando trégua com o já vivido, percebe-se saudade, mas não melancolia. Por isso, Uma varanda no meio do rio é contemporâneo, com destaque para as muitas parcerias musicais presentes no livro – letras feitas por Thiago para melodias de Nilson Chaves, Allan Carvalho, Ilessi, Diogo Sili, Renato Frazão, Pedro Ivo Frota, Marcelo Fedrá, Claudia Castelo Branco, Demarca, Pou. A memória é matéria, assim como nos dois álbuns amazônicos já lançados por Thiago: Amazonia underground (Blacksalt Records, 2017) e Amazônia Subterrânea (2020). É emocionante acompanhar a relação de Thiago com sua família. Herdeiro desses legados poéticos, o autor nos revela parte do mapa sentimental e afetivo percorrido por suas criações: cartas, bilhetes, dedicatórias de livros, fotografias, histórias, poemas. Escrito e organizado durante o período da pandemia, a finalização do livro se deu após a morte de seu pai, no início de 2022. Desse modo, marca-se um ciclo na vida e na produção poética de Thiago, como se o livro fosse o relato de uma viagem – viagem incessante entre os rios que banham sua vida e alimentam sua alma. Que essa canoa amazônica siga singrando as águas!
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Extremamente barulhentos certos assuntos, por exemplo, de Pedro BombaR$55.00[PRÉ- VENDA] [FRETE INCLUSO] De título grande e tortuoso, o “Extremamente barulhentos certos assuntos, por exemplo” de Pedro Bomba, ganha sua segunda edição com poemas, capa e projeto gráfico inéditos. Com orelha de Adriane Garcia e quarta capa de Tarso de Melo, o livro apresenta, nas palavras de Garcia, “uma poesia viva, inquieta e inquietante” da qual “nada deve ser perdido: no encadeamento dos versos e sentidos, a surpresa, o alumbramento, o susto se tornam parte da leitura. É uma poesia amorosa e, sobretudo, revolucionária.” A segunda edição de "Extremamente barulhentos certos assuntos, por exemplo" possui projeto gráfico de Elza Silveira e faz parte da Coleção Ouvido Falante.
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Flores em escombros, de Roger de AndradeR$50.00[30% DE DESCONTO ] [FRETE INCLUSO] Micheliny Verunschk, na orelha de Flores em escombros, afirma: "O que pode uma flor contra a ruína? Antes de responder a essa pergunta, é preciso ter em vista duas coisas: a primeira é que, embora das frestas de toda ruína nasçam plantas em profusão, matinhos com suas flores, avencas com seus brotos perscrutando o mundo, a flor é a antirruína por princípio, a flor é o princípio da restituição da vida; a segunda é que a ruína é o dejeto do humano, aquilo que é gerado e engendrado pela nossa atração pelo terrível. Isso posto, chegamos a esse Flores em escombros, livro de poesia de Roger de Andrade, poesia em diálogo de espanto para com esse mundo esfacelado que nos é legado pelas políticas de destruição da beleza e da alteridade, o mundo que é deixado de herança pelo Antropoceno e pela sua garra mais feroz, o Capitalismo Neoliberal. Dividido em quatro partes (a saber, “The Waste Land, Reloaded”, “Líricas de Desejos”, “Abecedário Amoroso” e “linguaviagens”), Flores em escombros tece com maestria uma cartografia das paisagens em dissolução sem, no entanto, ignorar as frestas pelas quais o novo viceja: o corpo e os afetos em seus territórios, as circunvoluções da língua (que é também corpo que se projeta para o mundo). A voz poética anuncia essa adesão à esperança apesar das brutalidades dos regimes totalitários, das pandemias, das fissuras: “Não faço poema ruguento/ quinem xexelento (...) chucho um cadinho de vida (se tiver) no encardido desgramado”, diz em “Elegia (Novo?) Milênio”. Nessas fricções e embates da linguagem, a poética de Roger de Andrade se põe a caminho estabelecendo diálogos com o sertão de Guimarães Rosa e as veredas de pedra de Drummond, ao mesmo tempo em que se abre para outras experimentações, outras formas de habitar mundo e temporalidades."
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Toda menina é uma bruxa, de Catarina Maruaia e Carolina MerloR$58.00"Toda menina é uma bruxa" nasceu das parcerias de vida entre Catarina Maruaia e Carolina Merlo, duas artistas que há mais de uma década compartilham vivências sobre arte, maternidade, sexualidade, educação, religião e outras coisas mais. No livro, são abordadas questões como liberdade, respeito, união e transformação. "Toda menina é uma bruxa" é para todes, todas e todxs, independente da idade ou gênero. O livro vem com 4 prints, cada um com uma bruxinha ilustrada, e sua capa tem uma abertura com um corte especial, uma espécie de janelinha por onde a bruxinha que você escolher pode aparecer! Ao todo, temos 5 opções de bruxinhas para compor a capa do livro, ou seja, temos 5 capas diferentes! Além disso, as páginas finais são dedicadas à interação: nelas você pode escrever e desenhar bruxas e bruxarias!
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Cordel: o Papa Figo e outras histórias, de Lúcia Costa CarvalhoR$40.00Cordel: o Papa Figo e outras histórias reúne seis histórias escritas em versos, escritas pela escritora pernambucana Lúcia Costa Carvalho. Em "O Papa Figo" e "A lenda da Sedutora das Curvas", a autora apresenta histórias lendárias que fazem parte do imaginário de muitas cidades do nordeste brasileiro, verdadeiras lendas urbanas que aterrorizam e divertem. Em "A peleja do Caipora com o moleque Saci", as duas figuras já conhecidas em tantas histórias da literatura oral e escrita, e que são entidades de diversos povos indígenas, realizam uma disputa em forma de versos. "Foi ali no pau da cerca que eu me amarrei em ocê" conta a história inusitada de um romance com final feliz. As duas últimas histórias, "Meu Nordeste e o ciclo junino" e "Carta de uma nordestina saudosa para Luiz Gonzaga", são uma carinhosa homenagem à cultura nordestina, ao São João e ao grande cantor e compositor Luiz Gonzaga, o grandioso "Rei do Baião". O livro tem ilustrações do artista visual Derlon – que mescla, em seus trabalhos, a xilogravura e a arte urbana.
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Terra sob as unhas, de Júlia ElisaR$50.00[FRETE INCLUSO] Terra sob as unhas é o primeiro livro de Júlia Elisa. Nele, a autora expressa seu desejo de ter na poesia um dispositivo de criação de um idioma devido à sensação de insuficiência da linguagem. São poesias que valorizam a sutileza de um cotidiano que, ao mesmo tempo em que parece banal, é a máxima subjetivação possível para um corpo de uma mulher negra, sistematicamente inserido nos locais do servir, e comumente confundido num local da serviência. Para a escritora Conceição Evaristo, que assina o prefácio do livro, "o efeito convocador, sedutor, dos poemas de Júlia Elisa, se localiza na linguagem. Tamanha é a preocupação, o cuidado e a consciência da poeta com o material para construção de sua escrita poética. Em vários poemas, a língua, como idioma imposto, histórico da colonização, é criticada, assim como a língua, a palavra, realização humana, é reconhecida como impotente, incapaz de traduzir a vida e seus mistérios. A língua é uma demanda a instaurar demandas, pode-se ler assim o fazer poético de Júlia Elisa". Editado pela Impressões de Minas e pelo selo Ouvido Falante – responsável pela publicação de diversos poetas brasileiros oriundos da tradição da poesia falada – o livro apresenta 41 poemas divididos em três partes: "arenosa", "argilosa" e "terra preta". A classificação de acordo com os tipos de solo e terra é o eixo condutor que orientou a autora na leitura de sua escrita. Segundo Júlia Elisa, "haviam poesias que arranhavam, criavam algum atrito, então chamei elas de arenosa. No meio, sinto que há poesias argilosas, como o próprio nome diz, elas escorregam um bocado, são sinuosas, até macias, mas que podem confundir. Por último, chamei de terra preta, também conhecida como a mais orgânica. Ali, estão as poesias de tudo aquilo que há de mais vívido, fértil e, por assim dizer nesta obra, preto. Como o amor, o erótico, o desejo, a natureza e tudo mais que puder ser sentido num solo cheio de matéria orgânica, que só existe dada o caráter cíclico de tudo aquilo que é vivo e, por ser vivo, também morre, transmuta e se transforma."
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Tudo bem dormir sozinha, de Vitor ColaresR$55.90"Tudo bem dormir sozinha" aborda, de maneira lúdica e suave, o medo que muitas crianças apresentam na hora de dormir: o medo do escuro, o medo da noite, do monstro debaixo da cama… O livro mostra como é importante acolher as emoções da criança nesse momento, e apresenta algumas dicas para que essa fase passe com entendimento e leveza! Com ilustrações de Binho Barreto, a capa do livro ganhou um acabamento especial: um verniz fluorescente que brilha no escuro!
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Olho da RuaR$90.00Numa praça banhada por sol e sombra no Recife, quase cem pessoas se reúnem para uma celebração. Em um dia atípico e utópico, onde não há qualquer sorte de problemas, vibra a potência da coletividade e dos encontros. “Olho da rua” é um livro que conta a história de um filme a partir de sua música, uma abertura para o processo de criação sob a direção de Jonathas de Andrade e da trilha sonora, composta por Homero Basílio. Trazendo um songbook com as partituras e a história de seus instrumentos, o livro ecoa, em cena e som, as vozes de seus criadores, estabelecendo um diálogo com o Teatro do Oprimido de Augusto Boal, método que instigou as proposições teatrais da obra. Com fotografias e ilustrações inéditas, textos por Jonathas, Homero e Márcio Bastos, o projeto gráfico assinado por Priscila Gonzaga é um convite a adentrar os sons que permeiam o filme — uma rica textura que nasce da mistura de instrumentos de raízes indígenas e de todo o mundo, orquestrada pela ampla e diversa experiência musical de Homero. “Olho da rua — o livro da música do filme” será lançado em uma edição especial de apenas 300 exemplares, já disponíveis para pré-venda. Na caixa, impressa em serigrafia, há um volume com apresentação das cenas, anotações teatrais e história dos instrumentos; um songbook com as partituras ato a ato; e um poster criado para o livro, mostrando os instrumentos que dão vida à trilha sonora. O livro é destinado a apreciadores do cinema, das artes gráficas, do teatro, e também a músicos e compositores. (Fotos do livro: Emanuel da Costa)
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A experiência, a metrópole e os velhos, de Adriana Angélica FerreiraR$65.00Abrigado no seio de uma teoria narrativa, o conceito de experiência tem seus contornos (re)definidos na contemporaneidade. Com base no arcabouço teórico oferecido pela constelação do pensamento de Walter Benjamin, é possível analisar o que se constituiu enquanto processo de declínio da experiência no tempo histórico atual. O exercício da narração, resultado da partilha coletiva da memória e de palavras comuns, que caracterizou a experiência humana, já não se configura enquanto o principal elo de ligação entre as gerações, como acontecia no passado. Assim, a resposta à pergunta formulada por Benjamin, que indaga "Quem tentará, sequer, lidar com a juventude invocando sua experiência?", já não aponta mais para os velhos, figura antropológica do narrador, como uma das chaves de resposta. Nesse contexto, torna-se necessária a análise de outras vertentes desse conceito que ainda o coloque em cena na relação dos velhos com a metrópole moderna. Em "A experiência, a metrópole e os velhos", Adriana Angélica realiza uma reflexão sobre a metropolização da cidade de Belo Horizonte a partir de uma investigação memorialística dos relatos pessoais de pessoas velhas, revelando os traumas, ferimentos e cicatrizes que surgem em mais de meio século de urbanização. O livro traz também belas ilustrações de Wallison Gontijo, projeto gráfico de Mário Vinícius e preparação dos originais de Prussiana Fernandes.
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Macaco-Homem-Desregulado, de João Batista Santiago SobrinhoR$58.00[FRETE INCLUSO] Antes da experiência acadêmica, João Santiago se aventurava pela filosofia e a literatura. E o sabor das palavras novas o acompanha até hoje. No entanto, coisa e outra afectava-o: a frase de Heráclito de Éfeso – filósofo do devir e do fluir – não lhe saiu da cabeça desde o quando leu. Platão, no Cvátilo dirá: ''Heráclito diz algures que tudo está em mudança e nada permanece imóvel, e, ao comparar o que existe com a corrente de um rio, diz que não se pode penetrar duas vezes o mesmo rio". Essa frase marcou Santiago. O pensamento do fluxo se manteve e, em certo sentido, por agenciamentos incontáveis múltiplos o trouxe ao experimento Macaco-Homem-Desregulado, experimento de um rio sem-nascente, então, imanente. Santiago, ao encontrar os filósofos franceses do devir, encontrou uma definição revolucionária do que é pensar: Pensar é criar. Três palavras: um soco violento no estômago e tudo pareceu tão "claro" e urgente. Assim, a vida ganhou novo impulso, então alegria. Isso levou Santiago a aproximar-se inda mais do esquecimento como forma de saúde, bem como da necessidade da transvaloração de todos os valores. No livro Macaco-Homem-Desregulado, deparamo-nos com uma frase de Guimarães Rosa "o mundo não muda nunca, só de hora em hora piora". O livro m-h-d se apresenta como uma volta para a Terra, mas antes convoca um devir por uma terra, assumindo um construtivismo, uma exterioridade que faça rizoma com o mundo e afecte, talvez, o pensamento arbóreo da representação. Santiago compõe em um dos momentos mais reacionários do Brasil. Em que o servilismo voluntário e o desejo fúnebre é a arma "estúpida inválida" para os obituários do ódio que comove uma população brasileira. Assim, o livro é uma espécie corolário, uma inventura de um mundo possível, em que Santiago, um metamorfo além do bem e do mal conversa alegremente com Rosa, Deleuze e Guattari.
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Princípios de cartografia, de Luis Alberto BrandãoR$58.00[PRÉ-VENDA] [FRETE INCLUSO] No livro Princípios de cartografia e outros poemas, do escritor e professor da UFMG Luis Alberto Brandão, os espaços se abrem à palavra poética, que é também desenho, partitura de música e silêncio, dança de sentidos, imagem fotográfica e arquitetônica, roteiro de sensações. Composto de quarenta e nove poemas e dezenove fotografias, o livro se divide em quatro partes. A primeira, “Princípios de cartografia”, busca delimitar e ultrapassar territórios vitais. Os poemas são mapas móveis, os versos são séries que o olhar pode compor em múltiplos arranjos. Na segunda parte, “Clareiras do desejo”, os espaços do corpo, com seus ritmos e arritmias, são tocados e sonhados: nudez, memória, arrebatamento e timidez, promessas e vertigens, jeitos de querer e viver. Na terceira parte, “Brasiliana [improváveis legendas]”, fotos e poemas indagam ambivalências da cultura brasileira. Carnaval e ruína? Precariedade e alegria? Passados apagados? Qual miragem concretiza o espaço-Brasil? Na última seção, “Gostar de dizer”, o foco é o espaço da escrita. Verbal e transverbal, a grafia poética se revela um prumo inquieto, horizonte de encontros, campo de possíveis e impossíveis.