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	<title>Literatura Indígena &#8211; Impressões de Minas</title>
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	<description>Editora</description>
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	<title>Literatura Indígena &#8211; Impressões de Minas</title>
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		<title>O lamento da bicharada, de Domingos Xakriabá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elza Silveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 14:19:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[[FRETE INCLUSO]

<span style="font-weight: 400;">“Que a bicharada falasse a língua dos Xakriabá não causa espanto, pois, na mata ou na caatinga, todo mundo é gente. Todos falam uma língua — e a pura língua da poesia. A que lemos com o corpo, seguindo o ritmo das palavras. Este</span><i><span style="font-weight: 400;"> Lamento da bicharada </span></i><span style="font-weight: 400;">— a terra sofrendo com a movimentação dos homens — tem uma toada. Sua composição seguiu a medida da tradição literária do povo Xakriabá. A visão do meio ambiente destruído, nos versos compostos na língua Xakriabá pelo cacique Domingos, é um aviso da literatura. Vamos enxergar e ouvir os outros, pois só assim podemos continuar na vida juntos. No ritmo da língua pura Xakriabá, os bichos falam e vão nos ensinando a ler, a entender o resultado da passagem do homem na terra. O lamento é um chamado para a gente ir se unindo, como uma família, filhos da mesma mãe natureza. Todos temos um ponto de vista, uma língua, um jeito de ser, por isso mesmo é possível a gente viver em comunidade. Sem ganância, obedecendo aos preceitos do povo, dá pra todos se sentarem na sombra da grande árvore da vida, sempre em compridas conversas, histórias que sempre estamos a contar uns para os outros…” ( Texto de apresentação de </span><span style="font-weight: 400;">Maria Inês de Almeida, pesquisadora da UFMG).</span>

<span style="font-weight: 400;">Domingos Nunes de Oliveira tem 51 anos. É pertencente ao povo Xakriabá, de São João das Missões, Minas Gerais. É casado com Diana Dourado Leite Oliveira e tem seis filhos: Jefferson, Geovânio, Werllison, Edilaine, Shirley e Fred. Tem também cinco netos: Lorrayne, Yessa, Davi Lucca, Antony Miguel e Jade. É filho de Rosalino Gomes de Oliveira e Anízia Nunes de Oliveira (em memória). No ano de 2003 foi indicado para assumir o cacicado do povo Xakriabá, após o falecimento do nosso saudoso cacique Manoel Gomes de Oliveira, conhecido como “Rodrigão”. Desde então, trabalha juntamente com seu povo na defesa e proteção dos direitos até o </span><span style="font-weight: 400;">presente momento. Com o objetivo de incentivar a juventude Xakriabá a dar continuidade aos seus estudos, se inscreveu e foi aprovado no vestibular do curso FIEI (Formação Intercultural para Educadores Indígenas) na UFMG, e está cursando a habilitação em Línguas, Artes e Literatura.</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[[FRETE INCLUSO]

<span style="font-weight: 400;">“Que a bicharada falasse a língua dos Xakriabá não causa espanto, pois, na mata ou na caatinga, todo mundo é gente. Todos falam uma língua — e a pura língua da poesia. A que lemos com o corpo, seguindo o ritmo das palavras. Este</span><i><span style="font-weight: 400;"> Lamento da bicharada </span></i><span style="font-weight: 400;">— a terra sofrendo com a movimentação dos homens — tem uma toada. Sua composição seguiu a medida da tradição literária do povo Xakriabá. A visão do meio ambiente destruído, nos versos compostos na língua Xakriabá pelo cacique Domingos, é um aviso da literatura. Vamos enxergar e ouvir os outros, pois só assim podemos continuar na vida juntos. No ritmo da língua pura Xakriabá, os bichos falam e vão nos ensinando a ler, a entender o resultado da passagem do homem na terra. O lamento é um chamado para a gente ir se unindo, como uma família, filhos da mesma mãe natureza. Todos temos um ponto de vista, uma língua, um jeito de ser, por isso mesmo é possível a gente viver em comunidade. Sem ganância, obedecendo aos preceitos do povo, dá pra todos se sentarem na sombra da grande árvore da vida, sempre em compridas conversas, histórias que sempre estamos a contar uns para os outros…” ( Texto de apresentação de </span><span style="font-weight: 400;">Maria Inês de Almeida, pesquisadora da UFMG).</span>

<span style="font-weight: 400;">Domingos Nunes de Oliveira tem 51 anos. É pertencente ao povo Xakriabá, de São João das Missões, Minas Gerais. É casado com Diana Dourado Leite Oliveira e tem seis filhos: Jefferson, Geovânio, Werllison, Edilaine, Shirley e Fred. Tem também cinco netos: Lorrayne, Yessa, Davi Lucca, Antony Miguel e Jade. É filho de Rosalino Gomes de Oliveira e Anízia Nunes de Oliveira (em memória). No ano de 2003 foi indicado para assumir o cacicado do povo Xakriabá, após o falecimento do nosso saudoso cacique Manoel Gomes de Oliveira, conhecido como “Rodrigão”. Desde então, trabalha juntamente com seu povo na defesa e proteção dos direitos até o </span><span style="font-weight: 400;">presente momento. Com o objetivo de incentivar a juventude Xakriabá a dar continuidade aos seus estudos, se inscreveu e foi aprovado no vestibular do curso FIEI (Formação Intercultural para Educadores Indígenas) na UFMG, e está cursando a habilitação em Línguas, Artes e Literatura.</span>]]></content:encoded>
					
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