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	<title>Crítica Literária &#8211; Impressões de Minas</title>
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	<title>Crítica Literária &#8211; Impressões de Minas</title>
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		<title>Desdobrar Leminski, por Tarso de Melo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elza Silveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jul 2025 19:52:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[[FRETE INCLUSO]

<strong>Desdobrar Paulo Leminski, por </strong><strong><em>Tarso de Melo</em></strong>

<strong>Sobre o livro</strong>

A obra poética de Paulo Leminski (1944-1989) é uma das mais admiráveis e instigantes do século XX no Brasil. Fazendo crítica, ficção, tradução, biografias, ensaios e, mais que tudo, poesia, o poeta curitibano fez e faz gerações de leitores apaixonados desde os anos 1970 e, mesmo tendo desaparecido tão novo e há tanto tempo, chega ao nosso tempo com o mesmo frescor, a mesma força. Nesse pequeno livro, que abre a coleção Desdobrar, o poeta Tarso de Melo — que se apaixonou pela poesia de Leminski na adolescência e, desde então, é um dedicado e empolgado estudioso de sua obra — nos conduz pelos múltiplos sentidos dessa figura que não apenas agita os poetas e a crítica, mas consegue, numa escala rara para a poesia, despertar nos leitores um desejo profundo de viver entre as palavras. O livro traz um pequeno perfil biográfico de Leminski e a apresentação das obras publicadas por ele, seguindo-se uma reflexão sobre as principais características dessa obra e seus sentidos na atualidade. Por fim, o volume contém uma bibliografia de e sobre o poeta, para que o leitor faça sua própria viagem. É só o começo.

<strong>Uma frase de Leminski</strong>

“Por que os povos amam seus poetas? É porque os povos precisam disso. Os poetas dizem uma coisa que as pessoas precisam que seja dita. O poeta não é um ser de luxo, ele não é uma excrescência ornamental, ele é uma necessidade orgânica de uma sociedade. A sociedade precisa daquilo, daquela loucura para respirar. É através da loucura dos poetas, através da ruptura que eles representam, que a sociedade respira.” Paulo Leminski

<strong>Sobre o autor</strong>

Tarso de Melo (1976) é poeta e editor. Coordena o Círculo de Poemas, coleção de poesia da editora Fósforo. Doutor em Filosofia do Direito pela USP, atualmente realiza pós-doutorado em teoria literária na UNICAMP, estudando a obra de Paulo Leminski. É autor de <em>Rastros: antologia poética 1999-2018</em> (martelo casa editorial, 2019) e <em>As formas selvagens da alegria</em> (Alpharrabio, 2022), entre outros livros. Pela Impressões de Minas, lançou <em>Um mergulho e seu avesso</em> (com Alberto Pucheu, 2022) e organizou <em>Só quero saber do que pode dar certo</em> (com Thiago E, 2024).

<strong>Sobre a coleção</strong>

A Coleção Desdobrar reúne pequenos perfis e interpretações de alguns dos principais poetas, ficcionistas e ensaístas brasileiros e estrangeiros. Os livros, escritos por estudiosos, contêm uma pequena biografia, seguida de um ensaio sobre a obra e de uma bibliografia de e sobre os autores. O objetivo da coleção é oferecer, em versão curta, aguda e competente, um guia de leitura para obras que são tão fundamentais quanto complexas. São pequenos livros que servem como um convite, um apoio, um mapa. Uma conversa que começa aqui — e se desdobra infinitamente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[[FRETE INCLUSO]

<strong>Desdobrar Paulo Leminski, por </strong><strong><em>Tarso de Melo</em></strong>

<strong>Sobre o livro</strong>

A obra poética de Paulo Leminski (1944-1989) é uma das mais admiráveis e instigantes do século XX no Brasil. Fazendo crítica, ficção, tradução, biografias, ensaios e, mais que tudo, poesia, o poeta curitibano fez e faz gerações de leitores apaixonados desde os anos 1970 e, mesmo tendo desaparecido tão novo e há tanto tempo, chega ao nosso tempo com o mesmo frescor, a mesma força. Nesse pequeno livro, que abre a coleção Desdobrar, o poeta Tarso de Melo — que se apaixonou pela poesia de Leminski na adolescência e, desde então, é um dedicado e empolgado estudioso de sua obra — nos conduz pelos múltiplos sentidos dessa figura que não apenas agita os poetas e a crítica, mas consegue, numa escala rara para a poesia, despertar nos leitores um desejo profundo de viver entre as palavras. O livro traz um pequeno perfil biográfico de Leminski e a apresentação das obras publicadas por ele, seguindo-se uma reflexão sobre as principais características dessa obra e seus sentidos na atualidade. Por fim, o volume contém uma bibliografia de e sobre o poeta, para que o leitor faça sua própria viagem. É só o começo.

<strong>Uma frase de Leminski</strong>

“Por que os povos amam seus poetas? É porque os povos precisam disso. Os poetas dizem uma coisa que as pessoas precisam que seja dita. O poeta não é um ser de luxo, ele não é uma excrescência ornamental, ele é uma necessidade orgânica de uma sociedade. A sociedade precisa daquilo, daquela loucura para respirar. É através da loucura dos poetas, através da ruptura que eles representam, que a sociedade respira.” Paulo Leminski

<strong>Sobre o autor</strong>

Tarso de Melo (1976) é poeta e editor. Coordena o Círculo de Poemas, coleção de poesia da editora Fósforo. Doutor em Filosofia do Direito pela USP, atualmente realiza pós-doutorado em teoria literária na UNICAMP, estudando a obra de Paulo Leminski. É autor de <em>Rastros: antologia poética 1999-2018</em> (martelo casa editorial, 2019) e <em>As formas selvagens da alegria</em> (Alpharrabio, 2022), entre outros livros. Pela Impressões de Minas, lançou <em>Um mergulho e seu avesso</em> (com Alberto Pucheu, 2022) e organizou <em>Só quero saber do que pode dar certo</em> (com Thiago E, 2024).

<strong>Sobre a coleção</strong>

A Coleção Desdobrar reúne pequenos perfis e interpretações de alguns dos principais poetas, ficcionistas e ensaístas brasileiros e estrangeiros. Os livros, escritos por estudiosos, contêm uma pequena biografia, seguida de um ensaio sobre a obra e de uma bibliografia de e sobre os autores. O objetivo da coleção é oferecer, em versão curta, aguda e competente, um guia de leitura para obras que são tão fundamentais quanto complexas. São pequenos livros que servem como um convite, um apoio, um mapa. Uma conversa que começa aqui — e se desdobra infinitamente.]]></content:encoded>
					
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		<title>Macaco-Homem-Desregulado, de João Batista Santiago Sobrinho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elza Silveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 May 2023 13:25:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[[FRETE INCLUSO]

<span style="font-weight: 400;">Antes da experiência acadêmica, João Santiago se aventurava pela fi­losofia e a literatura. E o sabor das palavras novas o acompanha até hoje. No entanto, coisa e outra afectava-o: a frase de Heráclito de Éfe­so – filósofo do devir e do fluir – não lhe saiu da cabeça desde o quan­do leu. Platão, no Cvátilo dirá: ''Heráclito diz algures que tudo está em mudança e nada permanece imóvel, e, ao comparar o que existe com a corrente de um rio, diz que não se pode penetrar duas vezes o mesmo rio". Essa frase marcou Santiago. O pensamento do fluxo se manteve e, em certo sentido, por agenciamentos incontáveis múlti­plos o trouxe ao experimento Macaco-Homem-Desregulado, experimento de um rio sem-nascente, então, imanente. Santiago, ao encontrar os filósofos franceses do devir, encontrou uma definição revolucionária do que é pensar: Pensar é criar. Três palavras: um soco violento no estômago e tudo pareceu tão "claro" e urgente. Assim, a vida ganhou novo impulso, então alegria. Isso levou Santiago a aproximar-se inda mais do esquecimento como forma de saúde, bem como da necessida­de da transvaloração de todos os valores. </span><span style="font-weight: 400;">No livro <em>Macaco-Homem-Desregulado</em>, deparamo­-nos com uma frase de Guimarães Rosa "o mundo não muda nunca, só de hora em hora piora". O livro m-h-d se apresenta como uma volta para a Terra, mas antes convoca um devir por uma terra, assumindo um construtivismo, uma exterioridade que faça rizoma com o mun­do e afecte, talvez, o pensamento arbóreo da representação. Santiago compõe em um dos momentos mais reacionários do Brasil. Em que o servilismo voluntário e o desejo fúnebre é a arma "estúpida inváli­da" para os obituários do ódio que comove uma população brasilei­ra. Assim, o livro é uma espécie corolário, uma inventura de um mundo possível, em que Santiago, um metamorfo além do bem e do mal conversa alegremente com Rosa, Deleuze e Guattari.</span>

&#160;

&#160;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[[FRETE INCLUSO]

<span style="font-weight: 400;">Antes da experiência acadêmica, João Santiago se aventurava pela fi­losofia e a literatura. E o sabor das palavras novas o acompanha até hoje. No entanto, coisa e outra afectava-o: a frase de Heráclito de Éfe­so – filósofo do devir e do fluir – não lhe saiu da cabeça desde o quan­do leu. Platão, no Cvátilo dirá: ''Heráclito diz algures que tudo está em mudança e nada permanece imóvel, e, ao comparar o que existe com a corrente de um rio, diz que não se pode penetrar duas vezes o mesmo rio". Essa frase marcou Santiago. O pensamento do fluxo se manteve e, em certo sentido, por agenciamentos incontáveis múlti­plos o trouxe ao experimento Macaco-Homem-Desregulado, experimento de um rio sem-nascente, então, imanente. Santiago, ao encontrar os filósofos franceses do devir, encontrou uma definição revolucionária do que é pensar: Pensar é criar. Três palavras: um soco violento no estômago e tudo pareceu tão "claro" e urgente. Assim, a vida ganhou novo impulso, então alegria. Isso levou Santiago a aproximar-se inda mais do esquecimento como forma de saúde, bem como da necessida­de da transvaloração de todos os valores. </span><span style="font-weight: 400;">No livro <em>Macaco-Homem-Desregulado</em>, deparamo­-nos com uma frase de Guimarães Rosa "o mundo não muda nunca, só de hora em hora piora". O livro m-h-d se apresenta como uma volta para a Terra, mas antes convoca um devir por uma terra, assumindo um construtivismo, uma exterioridade que faça rizoma com o mun­do e afecte, talvez, o pensamento arbóreo da representação. Santiago compõe em um dos momentos mais reacionários do Brasil. Em que o servilismo voluntário e o desejo fúnebre é a arma "estúpida inváli­da" para os obituários do ódio que comove uma população brasilei­ra. Assim, o livro é uma espécie corolário, uma inventura de um mundo possível, em que Santiago, um metamorfo além do bem e do mal conversa alegremente com Rosa, Deleuze e Guattari.</span>

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