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	<title>Loja &#8211; Impressões de Minas</title>
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	<description>Editora</description>
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	<title>Loja &#8211; Impressões de Minas</title>
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		<title>Desdobrar Drummond, por Paulo Ferraz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elza Silveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2026 18:24:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[[FRETE INCLUSO]

<strong>Desdobrar Drummond, por </strong><strong><em>Paulo Ferraz</em></strong>

<strong>Sobre o livro</strong>

<span style="font-weight: 400;">Nascido em 31 de outubro de 1902 e falecido em 17 de agosto de 1987, Carlos Drummond de Andrade atravessou praticamente todo o século XX, acompanhando algumas de suas mais profundas transformações políticas, sociais, culturais e estéticas. Poucos escritores brasileiros tiveram, como ele, a capacidade de aproximar a experiência histórica da experiência íntima, fazendo com que acontecimentos aparentemente distantes, como os conflitos bélicos e ideológicos, encontrassem lugar no cotidiano, na memória, no amor, na inquietação e na própria linguagem do poema. É a partir dessa perspectiva que se apresenta </span><i><span style="font-weight: 400;">Desdobrar Carlos Drummond</span></i><span style="font-weight: 400;">, um ensaio que procura aproximar o leitor da complexidade da obra do poeta itabirano, percorrendo alguns de seus principais temas e motivos ao longo de sua trajetória e mostrando como eles giram em torno de si mesmos em diferentes momentos de sua poesia, seguindo uma imagem cunhada por ele próprio, a de “um eu todo retorcido”.</span>

<strong>Sobre o autor</strong>

Paulo Ferraz<span style="font-weight: 400;"> é doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo e autor dos livros de poemas </span><i><span style="font-weight: 400;">Constatação do óbvio</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">De novo nada</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Evidências pedestres</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Vícios de poema</span></i><span style="font-weight: 400;">. Foi organizador da antologia </span><i><span style="font-weight: 400;">Roteiro da poesia brasileira – anos 90, </span></i><span style="font-weight: 400;">e do volume de </span><i><span style="font-weight: 400;">Poesia reunida </span></i><span style="font-weight: 400;">de Donizete Galvão, em parceria com Tarso de Melo. </span>

<strong>Sobre a coleção</strong>

A Coleção Desdobrar reúne pequenos perfis e interpretações de alguns dos principais poetas, ficcionistas e ensaístas brasileiros e estrangeiros. Os livros, escritos por estudiosos, contêm uma pequena biografia, seguida de um ensaio sobre a obra e de uma bibliografia de e sobre os autores. O objetivo da coleção é oferecer, em versão curta, aguda e competente, um guia de leitura para obras que são tão fundamentais quanto complexas. São pequenos livros que servem como um convite, um apoio, um mapa. Uma conversa que começa aqui — e se desdobra infinitamente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[[FRETE INCLUSO]

<strong>Desdobrar Drummond, por </strong><strong><em>Paulo Ferraz</em></strong>

<strong>Sobre o livro</strong>

<span style="font-weight: 400;">Nascido em 31 de outubro de 1902 e falecido em 17 de agosto de 1987, Carlos Drummond de Andrade atravessou praticamente todo o século XX, acompanhando algumas de suas mais profundas transformações políticas, sociais, culturais e estéticas. Poucos escritores brasileiros tiveram, como ele, a capacidade de aproximar a experiência histórica da experiência íntima, fazendo com que acontecimentos aparentemente distantes, como os conflitos bélicos e ideológicos, encontrassem lugar no cotidiano, na memória, no amor, na inquietação e na própria linguagem do poema. É a partir dessa perspectiva que se apresenta </span><i><span style="font-weight: 400;">Desdobrar Carlos Drummond</span></i><span style="font-weight: 400;">, um ensaio que procura aproximar o leitor da complexidade da obra do poeta itabirano, percorrendo alguns de seus principais temas e motivos ao longo de sua trajetória e mostrando como eles giram em torno de si mesmos em diferentes momentos de sua poesia, seguindo uma imagem cunhada por ele próprio, a de “um eu todo retorcido”.</span>

<strong>Sobre o autor</strong>

Paulo Ferraz<span style="font-weight: 400;"> é doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo e autor dos livros de poemas </span><i><span style="font-weight: 400;">Constatação do óbvio</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">De novo nada</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Evidências pedestres</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Vícios de poema</span></i><span style="font-weight: 400;">. Foi organizador da antologia </span><i><span style="font-weight: 400;">Roteiro da poesia brasileira – anos 90, </span></i><span style="font-weight: 400;">e do volume de </span><i><span style="font-weight: 400;">Poesia reunida </span></i><span style="font-weight: 400;">de Donizete Galvão, em parceria com Tarso de Melo. </span>

<strong>Sobre a coleção</strong>

A Coleção Desdobrar reúne pequenos perfis e interpretações de alguns dos principais poetas, ficcionistas e ensaístas brasileiros e estrangeiros. Os livros, escritos por estudiosos, contêm uma pequena biografia, seguida de um ensaio sobre a obra e de uma bibliografia de e sobre os autores. O objetivo da coleção é oferecer, em versão curta, aguda e competente, um guia de leitura para obras que são tão fundamentais quanto complexas. São pequenos livros que servem como um convite, um apoio, um mapa. Uma conversa que começa aqui — e se desdobra infinitamente.]]></content:encoded>
					
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		<title>Poesia demais cansa, de Cesco Napoli</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elza Silveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 18:06:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[[FRETE INCLUSO]

<span style="font-weight: 400;">O livro é formado por oito pequenos livros, e cada um deles tem oito poemas. Essa estrutura surgiu durante a própria escrita. O autor escreveu um primeiro conjunto de oito poemas, depois outro com mais oito e, quando percebeu, aquele formato tinha começado a fazer sentido para ele. A obra é dividida em oito partes e contou com a colaboração de oito artistas visuais selecionados através de um edital para participação na residência artística “A Capa e o Verso”, realizada em 2025, com o objetivo de desenvolver as ilustrações do livro. Participaram dessa construção os ilustradores Arthur Moura Campos, Áster, Carolina Deptulsky, Efe Godoy, Iaci Públio Carneiro, Joana Diniz, Jorge Arndt e Yor. O projeto gráfico, assinado por Preto Matheus, apresenta uma caixa em papel kraft que traz os cinco livretos que compõem a obra. </span><i><span style="font-weight: 400;">Poesia demais cansa</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um livro de poesia que tem uma espécie de fio narrativo. “Não é exatamente uma história convencional, com começo, meio, fim e personagens, mas existe uma sequência entre as partes, um percurso que atravessa o livro inteiro e que fala sobre poesia, sobre o trabalho do artista e sobre o que significa criar no mundo de hoje”, contextualiza o autor. </span><span style="font-weight: 400;">Todo o processo foi realizado dentro da Faculdade de Letras da UFMG por meio do LABED (Laboratório de Edição da FALE/UFMG) e na Editora Impressões de Minas. A curadoria foi realizada por Cesco, Preto Matheus e professora Emília Mendes. </span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[[FRETE INCLUSO]

<span style="font-weight: 400;">O livro é formado por oito pequenos livros, e cada um deles tem oito poemas. Essa estrutura surgiu durante a própria escrita. O autor escreveu um primeiro conjunto de oito poemas, depois outro com mais oito e, quando percebeu, aquele formato tinha começado a fazer sentido para ele. A obra é dividida em oito partes e contou com a colaboração de oito artistas visuais selecionados através de um edital para participação na residência artística “A Capa e o Verso”, realizada em 2025, com o objetivo de desenvolver as ilustrações do livro. Participaram dessa construção os ilustradores Arthur Moura Campos, Áster, Carolina Deptulsky, Efe Godoy, Iaci Públio Carneiro, Joana Diniz, Jorge Arndt e Yor. O projeto gráfico, assinado por Preto Matheus, apresenta uma caixa em papel kraft que traz os cinco livretos que compõem a obra. </span><i><span style="font-weight: 400;">Poesia demais cansa</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um livro de poesia que tem uma espécie de fio narrativo. “Não é exatamente uma história convencional, com começo, meio, fim e personagens, mas existe uma sequência entre as partes, um percurso que atravessa o livro inteiro e que fala sobre poesia, sobre o trabalho do artista e sobre o que significa criar no mundo de hoje”, contextualiza o autor. </span><span style="font-weight: 400;">Todo o processo foi realizado dentro da Faculdade de Letras da UFMG por meio do LABED (Laboratório de Edição da FALE/UFMG) e na Editora Impressões de Minas. A curadoria foi realizada por Cesco, Preto Matheus e professora Emília Mendes. </span>]]></content:encoded>
					
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		<title>Não utilizar em pessoas sensíveis, de Ana Elisa Ribeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elza Silveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 14:04:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[[FRETE INCLUSO]

<span style="font-weight: 400;">Em “Não utilizar em pessoas sensíveis”, Ana Elisa Ribeiro </span><span style="font-weight: 400;">parte de uma coleção construída ao longo de anos: embalagens de sabonetes, cremes, roupas, desodorantes, xampus e outros produtos, vindas de diferentes lugares e preservadas pelos dizeres que carregavam. Entre advertências, modos de usar e recomendações, a autora encontrou uma pergunta: o que pode ou não se transformar em poesia? </span><span style="font-weight: 400;">A partir desses materiais, frases criadas para orientar comportamentos e determinar usos são recortadas, combinadas e desviadas de suas funções originais. Ana Elisa brinca com gêneros textuais, idiomas, comandos e sentidos, fazendo com que palavras destinadas ao cotidiano revelem humor, estranhamento, afeto e até perigo quando passam a ocupar o espaço do poema. </span><span style="font-weight: 400;">O próprio livro prolonga essa investigação em sua materialidade. A edição dialoga com o universo das antigas boticas, das plantas e das embalagens que deram origem à pesquisa, aproximando forma e conteúdo em um objeto que guarda instruções feitas não apenas para serem lidas, mas também desobedecidas.</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[[FRETE INCLUSO]

<span style="font-weight: 400;">Em “Não utilizar em pessoas sensíveis”, Ana Elisa Ribeiro </span><span style="font-weight: 400;">parte de uma coleção construída ao longo de anos: embalagens de sabonetes, cremes, roupas, desodorantes, xampus e outros produtos, vindas de diferentes lugares e preservadas pelos dizeres que carregavam. Entre advertências, modos de usar e recomendações, a autora encontrou uma pergunta: o que pode ou não se transformar em poesia? </span><span style="font-weight: 400;">A partir desses materiais, frases criadas para orientar comportamentos e determinar usos são recortadas, combinadas e desviadas de suas funções originais. Ana Elisa brinca com gêneros textuais, idiomas, comandos e sentidos, fazendo com que palavras destinadas ao cotidiano revelem humor, estranhamento, afeto e até perigo quando passam a ocupar o espaço do poema. </span><span style="font-weight: 400;">O próprio livro prolonga essa investigação em sua materialidade. A edição dialoga com o universo das antigas boticas, das plantas e das embalagens que deram origem à pesquisa, aproximando forma e conteúdo em um objeto que guarda instruções feitas não apenas para serem lidas, mas também desobedecidas.</span>]]></content:encoded>
					
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		<title>SimToMas, de Luiza Fontes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elza Silveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 13:48:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[[FRETE INCLUSO]

<span style="font-weight: 400;">Em “SimToMas”, Luiza Fontes</span><span style="font-weight: 400;"> reúne poemas em prosa e colagens que transformam pequenas experiências do cotidiano em matéria literária. Ao longo do livro, palavras e imagens se encontram para construir uma escrita feita de fragmentos, afetos, ausências e recomeços, revelando que até os sintomas mais íntimos podem abrir caminho para novas formas de perceber o mundo. </span><span style="font-weight: 400;">Entre a literatura e as artes visuais, a autora desenvolve uma obra em que texto e colagem não ocupam lugares separados, mas dialogam continuamente. Cada página amplia a experiência da leitura, convidando o olhar a percorrer diferentes camadas de sentido e a construir suas próprias conexões. </span><span style="font-weight: 400;">Livro de estreia de Luiza Fontes, “SimToMas” aproxima poesia, imagem e memória para transformar aquilo que nos atravessa em linguagem compartilhada.</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[[FRETE INCLUSO]

<span style="font-weight: 400;">Em “SimToMas”, Luiza Fontes</span><span style="font-weight: 400;"> reúne poemas em prosa e colagens que transformam pequenas experiências do cotidiano em matéria literária. Ao longo do livro, palavras e imagens se encontram para construir uma escrita feita de fragmentos, afetos, ausências e recomeços, revelando que até os sintomas mais íntimos podem abrir caminho para novas formas de perceber o mundo. </span><span style="font-weight: 400;">Entre a literatura e as artes visuais, a autora desenvolve uma obra em que texto e colagem não ocupam lugares separados, mas dialogam continuamente. Cada página amplia a experiência da leitura, convidando o olhar a percorrer diferentes camadas de sentido e a construir suas próprias conexões. </span><span style="font-weight: 400;">Livro de estreia de Luiza Fontes, “SimToMas” aproxima poesia, imagem e memória para transformar aquilo que nos atravessa em linguagem compartilhada.</span>]]></content:encoded>
					
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		<title>O lamento da bicharada, de Domingos Xakriabá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Elza Silveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 14:19:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[[FRETE INCLUSO]

<span style="font-weight: 400;">“Que a bicharada falasse a língua dos Xakriabá não causa espanto, pois, na mata ou na caatinga, todo mundo é gente. Todos falam uma língua — e a pura língua da poesia. A que lemos com o corpo, seguindo o ritmo das palavras. Este</span><i><span style="font-weight: 400;"> Lamento da bicharada </span></i><span style="font-weight: 400;">— a terra sofrendo com a movimentação dos homens — tem uma toada. Sua composição seguiu a medida da tradição literária do povo Xakriabá. A visão do meio ambiente destruído, nos versos compostos na língua Xakriabá pelo cacique Domingos, é um aviso da literatura. Vamos enxergar e ouvir os outros, pois só assim podemos continuar na vida juntos. No ritmo da língua pura Xakriabá, os bichos falam e vão nos ensinando a ler, a entender o resultado da passagem do homem na terra. O lamento é um chamado para a gente ir se unindo, como uma família, filhos da mesma mãe natureza. Todos temos um ponto de vista, uma língua, um jeito de ser, por isso mesmo é possível a gente viver em comunidade. Sem ganância, obedecendo aos preceitos do povo, dá pra todos se sentarem na sombra da grande árvore da vida, sempre em compridas conversas, histórias que sempre estamos a contar uns para os outros…” ( Texto de apresentação de </span><span style="font-weight: 400;">Maria Inês de Almeida, pesquisadora da UFMG).</span>

<span style="font-weight: 400;">Domingos Nunes de Oliveira tem 51 anos. É pertencente ao povo Xakriabá, de São João das Missões, Minas Gerais. É casado com Diana Dourado Leite Oliveira e tem seis filhos: Jefferson, Geovânio, Werllison, Edilaine, Shirley e Fred. Tem também cinco netos: Lorrayne, Yessa, Davi Lucca, Antony Miguel e Jade. É filho de Rosalino Gomes de Oliveira e Anízia Nunes de Oliveira (em memória). No ano de 2003 foi indicado para assumir o cacicado do povo Xakriabá, após o falecimento do nosso saudoso cacique Manoel Gomes de Oliveira, conhecido como “Rodrigão”. Desde então, trabalha juntamente com seu povo na defesa e proteção dos direitos até o </span><span style="font-weight: 400;">presente momento. Com o objetivo de incentivar a juventude Xakriabá a dar continuidade aos seus estudos, se inscreveu e foi aprovado no vestibular do curso FIEI (Formação Intercultural para Educadores Indígenas) na UFMG, e está cursando a habilitação em Línguas, Artes e Literatura.</span>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[[FRETE INCLUSO]

<span style="font-weight: 400;">“Que a bicharada falasse a língua dos Xakriabá não causa espanto, pois, na mata ou na caatinga, todo mundo é gente. Todos falam uma língua — e a pura língua da poesia. A que lemos com o corpo, seguindo o ritmo das palavras. Este</span><i><span style="font-weight: 400;"> Lamento da bicharada </span></i><span style="font-weight: 400;">— a terra sofrendo com a movimentação dos homens — tem uma toada. Sua composição seguiu a medida da tradição literária do povo Xakriabá. A visão do meio ambiente destruído, nos versos compostos na língua Xakriabá pelo cacique Domingos, é um aviso da literatura. Vamos enxergar e ouvir os outros, pois só assim podemos continuar na vida juntos. No ritmo da língua pura Xakriabá, os bichos falam e vão nos ensinando a ler, a entender o resultado da passagem do homem na terra. O lamento é um chamado para a gente ir se unindo, como uma família, filhos da mesma mãe natureza. Todos temos um ponto de vista, uma língua, um jeito de ser, por isso mesmo é possível a gente viver em comunidade. Sem ganância, obedecendo aos preceitos do povo, dá pra todos se sentarem na sombra da grande árvore da vida, sempre em compridas conversas, histórias que sempre estamos a contar uns para os outros…” ( Texto de apresentação de </span><span style="font-weight: 400;">Maria Inês de Almeida, pesquisadora da UFMG).</span>

<span style="font-weight: 400;">Domingos Nunes de Oliveira tem 51 anos. É pertencente ao povo Xakriabá, de São João das Missões, Minas Gerais. É casado com Diana Dourado Leite Oliveira e tem seis filhos: Jefferson, Geovânio, Werllison, Edilaine, Shirley e Fred. Tem também cinco netos: Lorrayne, Yessa, Davi Lucca, Antony Miguel e Jade. É filho de Rosalino Gomes de Oliveira e Anízia Nunes de Oliveira (em memória). No ano de 2003 foi indicado para assumir o cacicado do povo Xakriabá, após o falecimento do nosso saudoso cacique Manoel Gomes de Oliveira, conhecido como “Rodrigão”. Desde então, trabalha juntamente com seu povo na defesa e proteção dos direitos até o </span><span style="font-weight: 400;">presente momento. Com o objetivo de incentivar a juventude Xakriabá a dar continuidade aos seus estudos, se inscreveu e foi aprovado no vestibular do curso FIEI (Formação Intercultural para Educadores Indígenas) na UFMG, e está cursando a habilitação em Línguas, Artes e Literatura.</span>]]></content:encoded>
					
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